Sempre acreditei que o mundo era do tamanho dos nossos sonhos. E agora, crescidinho, acabei comprovando. Conhecer, experimentar, provar e comprovar. Isso é viver.
Quantas vezes já vimos uma paisagem que nos cativasse, uma comida que nos conquistasse, ou uma história que nos comovesse. Então, por tudo isso, resolvi ir atrás de novas experiências… e, assim, o fiz.

“O longo tempo de viagem, foi curto para absorver tanta informação, mas registrar em nosso corpo, mente e alma o verdadeiro saber, que não conseguimos somente com banco de escola, ou livros didáticos, é uma experiência de aprendizado verdadeira e que ninguém neste mundo será capaz de tomar”

Longe de destinos “clichês”, rotas carimbadas, ou destinos “pops”, fui buscar a História, nas histórias. Resolvi, neste ano, buscar algo diferente… experiências vividas por poucos. Mochileiro de coração larguei toda a comodidade das convencionais viagens turísticas e embrenhei-me  mundo a fora, apenas acompanhado de uma fiel escudeira, minha mochila.

A expedição incluiu uma rota longa, mais de 3 mil km percorridos em 33 dias, muitas histórias interessantes; umas muito tristes, outras instigantes. 11 países visitados: Turquia, Romênia, Servia, Hungria, Áustria, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Kosovo, Macedônia e Grécia. Total de mais de vinte cidades e capitais visitadas e muito a ser contado.

Em busca do desconhecido, a fim de me deixar surpreender, percorri o, quase inóspito, leste europeu. Permeado de uma rica História e um passado de grandes acontecimentos, este território, exclusivo, não está entre os destinos mais visitados ou agraciados por turistas tradicionais. Mas como não sou um turista, me deixei levar.

Os contrastes culturais motivaram-me a entender estas culturas tão distantes da nossa. Acompanhem-me neste entusiasmante relado envolto em curiosidades e aventura – curiosas aventuras.

Mulheres com véus cobrindo todo o rosto, deixando à mostra apenas seus belos olhos negros grifados, faz de Istambul, na Turquia, uma mega cidade que mescla o tradicional com o moderno. A todo lado construções imponentes, desde grandes mesquitas a obras contemporâneas. Basílica Sagrada Sophia e Mesquita Azul rivalizam em uma disputa territorial, frente a frente, para mostrar quem é a mais suntuosa. As belezas contagiam os olhares. Uma disputa secular entre beleza e fé; História e religião.

Em cada país percorrido uma nova experiência, um livro de páginas reais que folheadas apresentam novas histórias emocionantes, como a do Guia que me conduziu por sua cidade, Mostar, uma cidadezinha no interior da Bósnia e Herzegovina, massacrada na guerra de separação da antiga Iugoslávia, a última grande guerra da modernidade, que foi marcada por um terrível e sanguinário confronto que colocou em jogo milhares de vidas inocentes. Tais histórias não se encontram nos livros, temos que garimpá-las, vivenciá-las, participar, para assim, mais tarde, sentirmo-nos parte da História.

Na Romênia um caminho vampiresco. Pela Transilvânia, em busca do príncipe Vlad Tepes, o conde Drácula de Bram Stoker, e seu elegantemente sinistro castelo, a viagem nos levou a charmosas cidadezinhas medievais, onde o tempo parece que parou. Entre construções épicas e cenários de filmes, os castelos mexem com o imaginário dos criativos viajantes que se transportam para séculos anteriores.

Ver as belas montanhas, vales e relevos das tão desconhecidas Montenegro e Kosovo é, no mínimo, inspirador. Encantar-se com a desconhecida e deslumbrante costa litorânea da Croácia, onde o mar Adriático desenha uma espetacular paisagem natural, é se maravilhar com a divina criação. Abraçar Viena e Budapeste, capitais desenhadas à mão, em um mosaico que revelam os segredos dos maiores artistas da História da humanidade, é mergulhar em um caldeirão de emoções em ebulição. Desembarcar em Atenas, Grécia, ponto final da expedição, é tropeçar na História; a cada estação, em uma simples voltinha pelos metros da cidade, um verdadeiro estudo arqueológico. Então, onde poderíamos coletar tantas histórias; como adquiriríamos tanto aprendizado, senão experimentando. Estas e muitas outras estão guardadas comigo e é isto que me faz querer por em prática, na prática, os conhecimentos que venho acumulando com tais experiências.

O longo tempo de viagem, foi curto para absorver tanta informação, mas registrar em nosso corpo, mente e alma o verdadeiro saber, que não conseguimos somente com banco de escola, ou livros didáticos, é uma experiência de aprendizado verdadeira e que ninguém neste mundo será capaz de tomar. Viajar não se resume apenas em percorrer espaços; são vivências que contribuem com a nossa formação integral, principalmente, como ser humano; são investimentos, no mais precioso bem material que temos: nossa vida. Por isso, acredito que viajar é estar em constante evolução, é movimento que nos liberta e desperta o desejo de querermos buscar cada vez mais, abrindo nossos olhos, cansados, para refletirmos sobre o nosso senso de “realidade”.
Por tudo, quando me perguntam o que eu ganho com isso? Eu, de pronto, logo respondo… Conhecimento.

Mariana Viajar é preciso Viajar é preciso! renatoborges
Autor da Matéria | Colaborador
Renato Borges
paulistano, professor especialista em língua portuguesa e espanhola. Docente com ampla e diversificada experiência no ensino. Atuou nas mais diversas áreas educacionais: sistema prisional, Fundação Casa ( rede de educação de restabelecimento de jovens infratores), Assentamentos do movimento sem terra, além de grandes instituições de ensino particulares da região de Ribeirão Preto. Viajar e aventura-se sempre foi a sua meta. Com dezesseis anos fez a sua primeira viagem alternativa (mochileiro) pelo Brasil e nunca mais parou. Hoje conta com 17 países visitados, mais de 50 cidades e capitais pelo mundo e centenas de histórias ricas em sua bagagem. Pretende inteirar a marca de 20 países nas próximas temporadas e consequentemente expandir suas experiências, sem deixar de lado o foco de suas viagens; conhecer as mais diversas histórias, pessoas e culturas.
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