Neste mês do professor, gostaria de compartilhar alguns pensamentos e comentários sobre essa brilhante profissão. Para mim, não há um trabalho mais bonito: transmitir a informação, aprender o que também se ensina e lutar diariamente para uma mudança social e educacional. Todos nós temos um ou mais professores que nos marcaram, que nos incentivaram, nos deixaram a mercê de (boas) duvidas, pensamentos e esperanças, que mudaram nossa forma de pensar ou ampliaram muito do nosso saber.

Um professor é isso, uma pessoa que no faz sonhar com as palavras e com a vida. Tive sim professores ruins, lembro-me até hoje de uma de matemática, do ensino fundamental, que se vestia toda de vermelho, incluindo cabelos e batom, e contava toda sua vida em sala de aula. Veja bem, não estou dizendo que o professor ou educador não pode ou deve trocar informações pessoais, de seu cotidiano e dia a dia.  Mas o que me atormentava e me deixava desanimada, era que aquela professora não nos ensinava muita coisa, ela ficava falando por horas e horas de seu marido e das roupas e bolsas que comprava. E para a minha sorte, nunca dominei muito a matemática, o que me desgostou ainda mais da disciplina.

Não fique ai pensando também que era aquela “nerd”, que esperava sempre o conteúdo da aula. Não mesmo. Eu esperava por algo que me preenchesse, me fizesse sonhar, talvez por isso, gosto tanto de histórias e leitura. E sonhava mais nestas aulas, onde o aprendizado era mais real.

Mas ultrapassando as barreiras de aptidões, já que cada um tem a suas, eu sempre esperava por algo que modificasse aquele conteúdo básico curricular. Imagino que isso seja o desejo da maioria dos alunos atualmente, já que as respostas pra quase tudo está na internet. Por conta disso, o papel do professor está cada vez mais desafiador. Com o advento da tecnologia, a busca pelo novo e o modificador é bem maior.

Há aqueles que dizem que a tecnologia é uma grande aliada da educação. E com certeza é, mas o que menciono é como utilizamos essa ferramenta na nossa sociedade atual, como método de educação mesmo. Digo que é necessário usarmos como complemento, mas ela não pode e nem deve ser a principal ferramenta. A ferramenta que devemos despertar é principalmente, a da consciência, do método imaginário.

Ser professor atualmente tem sim, uma grande responsabilidade, sempre teve, mas a maior delas hoje, é nos trazer para o essencial, desenvolver além de potencialidades, a curiosidade dos seus alunos e a vontade de aprender. Sim, é exatamente esse o grande papel do professor e educador: desenvolver vontade, antes de habilidades. O despertar dessa consciência, significa ultrapassar as barreiras do caderno e da borracha, da prova e do teste, da nota 0 e 10.

Sei muito bem que não é fácil exercer esse papel, e que na teoria, tudo é relativamente fácil e prático, mas devemos levar isso à pratica, pelo menos tentar! É a forma de melhorarmos nossa educação, de renascer em cada aluno, a importância do conhecimento e da descoberta.

Se pararmos e desanimarmos no caminho por conta do salário da categoria, da violência que está cada vez maior, da falta de interesse da família nas escolas e brigas entre os próprios docentes, não iremos realizar a principal função de um professor: A de orientar, incentivar, criar sonhos e ensinar a seus alunos e educandos, a arte de voar! Digo isso, porque não existe algo que nos incentive mais do que um sonho, ou uma meta. Sair da zona de conforto realmente não é fácil, mas é essencial.

É importante mencionar também que professor é qualquer um que lhe ensine e guie. Por isso nossos pais são nossos primeiros professores. Depois passamos por nossos irmãos, amigos, todos aqueles que modificam nossa vida. E é claro que entre esses, existem aqueles, que fazem de um trabalho de ciência, biologia, um artigo, muito mais do que uma simples obrigação. Existem aqueles que passam a ser nossos amigos, e nos compreender, a obter identificação, a nos incentivar a ser melhores a cada dia, que ensinam que ao tocar uma alma humana, somos apenas outra alma humana.

Isso é um professor, uma alma humana, que sabe tocar a outra, através de suas palavras, compreensões, afeto, dedicação e conhecimento.


Colunista: Sâmara Azevedo

  • Sâmara Azevedo
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Sâmara Azevedo
Colunista

Possui graduação em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pelo Centro Universitário Barão de Mauá (2012). É autora do livro reportagem “Violência na Escola: O desafio de enfrentar o bullying e reconstruir a paz”, publicado em 2013 pela editora Kiron. Foi monitora do curso de Psicologia Social, na USP Ribeirão. Trabalha atualmente como redatora e dedica-se à escrita nas horas vagas. Acredita em um mundo mais humano e cooperativo.

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