No meu tempo de estudante de psicologia, a expressão que sintetizava as “atuais” depressão, ansiedade e estresse, era “crise existencial”.

Crise de existência significava questionar-se sobre “para que e por que existimos?”.

Proponho-te gastar um pouco de teu tempo, pensando e buscando entender o porquê da existência da palavra “crise”, que em japonês pode significar tragédia ou oportunidade, dependendo da frase em que está inserida.

Pense nisso; todo problema é uma grande oportunidade que Deus nos oferece, para despertar nossas competências (como diz o psicólogo e neurologista americano Howard Gardner – mentor central dos estudos envolvendo o conceito das Múltiplas Inteligências).

Preste atenção: os seres humanos se diferenciam dos outros animais, em sua função de conviver e fazer diferença entre os diferentes, o que quer dizer que devemos captar tudo de bom que pudermos absorver daqueles que nos rodeiam, para termos condições de redistribuir essas dádivas e experiências que vivenciamos.

Se humanos se diferenciam dos outros animais pela capacidade de intervir no meio em que vivem, precisamos lembrar que educadores são isso elevado ao cubo.

Educadores não são aqueles que transmitem um determinado conhecimento, até porque a TV, a internet, revistas, jornais e desocupados de plantão também transmitem muita coisa, independente da conseqüência que isso venha a ter no futuro.

Educadores verdadeiros são somente aqueles que se colocam na função de seres transparentes, direcionados a compartilhar suas experiências e suas crenças na viabilidade de um mundo melhor, que se alicerça na harmonia entre idéias que se completam.

Precisamos reincorporar nossa atitude essencial de “temperar as pessoas, dando novas oportunidades de sabores ao mundo em nossa volta”.

Mas, será que é possível alguém “sem sal e sem açúcar”, temperar outros a sua volta?

Não se esqueça!

Jesus nos desafiou dizendo que somos “o sal da terra e a luz do mundo”, o que em outras palavras quer dizer que temos a obrigação de dar sabor àqueles que estão à nossa volta e, sempre que possível darmos uma luz, um incentivo àqueles que tenhamos a oportunidade de interferir.

Não escolha as pessoas que devem ter a chance de usufruir de suas dádivas, afinal de contas, se você as tem foi para usufruir e transmitir a todos que forem colocados em sua frente.

Na tentativa de nos alertar da importância de não amolecermos diante dessas dificuldades cotidianas, o compositor mineiro Beto Guedes nos lembra cantando, que:

 

“prá melhor juntar as nossas forças

é só repartir melhor o pão,

recriar o paraíso agora,

para merecer o que vem depois.”

 

Busque, como disse Rubem Alves, seus saberes e seus sabores se colocando a disposição desse mundo, que tanto carece de sorrisos honestos e gente disposta a realimentar a principal característica humana, conhecida como esperança.


Colunista: Guilherme Davoli

  • Guilherme Davoli
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Guilherme Davoli
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Psicólogo atuante como psicoterapeuta, professor de psicologia, consultor empresarial e educacional. Autor dos livros:
“Admirando a tempestade e brincando com o vento”
“Vítimas e aprendizes da própria história”
“Somos mais que um simples espetáculo” “Colecionadores de histórias”
Articulista das revistas: “Evidência”, “Profissão Mestre”, “Conectado”, “Ultimato online”, SME-Sistema Mackenzie de Ensino” e do jornal “The Brasilians” (New York). Palestras, cursos e oficinas em empresas, órgãos públicos e instituições de ensino, desenvolvendo temas pertinentes à educação, relacionamento interpessoal e qualidade de vida.

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