Todos os dias nos EUA, uma em cada quatro crianças nega-se a ir à escola. Mas, enquanto as razões para isso podem ir de uma simples espinha a uma prova, “a recusa escolar”, anteriormente conhecida como fobia escolar, pode ser caracterizada como um transtorno baseado na ansiedade. Surpreendentemente, a recusa à escola é mais comum do que algumas doenças infantis mais conhecidas, como o TDAH. Diante disso, como muitas crianças não verbalizam suas queixas, o que os deixa ansiosos, este transtorno acaba por ser descartado, como sendo algo típico da infância. No entanto, os efeitos recorrentes da recusa escolar podem ter consequências não muito boas para a educação de seu filho.

“…De acordo com a psicóloga e orientadora educacional Maryann Roth, trata-se de “ter certeza que a criança chegará à escola, não importa o quão difícil isso seja.” Trabalhar em colaboração com os funcionários da escola e, possivelmente, com um terapeuta para criar um plano de ação, é um passo mais do que necessário…”

Então, onde está a linha entre o que é normal e o que não é?

“Você precisa ter um olhar atento, para saber se isso está afetando a criança ou a rotina da família”, explica Christopher Kearney, Ph.D. e diretor da Clínica para Transtornos de Ansiedade e Recusa Escolar Infantil da UNLV. Em outras palavras, se as notas do filho estão caindo, ou o trabalho de um dos pais está em perigo por conta das faltas frequentes, é hora de olhar atentamente para a questão. Kearney acrescenta ainda que os pais devem filtrar com muito cuidado os motivos pelos quais as crianças dizem não poder ir à escola, principalmente quando existirem relatos vagos e subjetivos, tais como cólicas, dores de barriga ou de cabeça. Enquanto essas queixas somáticas, isoladamente, não indiquem a recusa da escola, podem haver problemas mais profundos se combinados com reclamações gerais, relatos de ameaças e alto índice de faltas.

De acordo com o pesquisador, “há uma sutil diferença entre a recusa escolar e o comportamento de recusa escolar.” O garoto que abandona a escola para sair com seus amigos está exibindo um comportamento de recusa escolar, o que pode ser nada mais do que uma fase provocada por atitudes de seus colegas ou um sentimento de revolta. Mas a criança que gruda na perna de sua mãe, e grita apenas ao pensar em ter que entrar na escola, está mostrando sinais de recusa escolar, ou absenteísmo gerado pela ansiedade.

No entanto, o rótulo não importa tanto como o retorno do aluno à sala de aula. De acordo com a psicóloga e orientadora educacional Maryann Roth, trata-se de “ter certeza que a criança chegará à escola, não importa o quão difícil isso seja.” Trabalhar em colaboração com os funcionários da escola e, possivelmente, com um terapeuta para criar um plano de ação, é um passo mais do que necessário.

Aqui estão alguns componentes-chave para a criação de um plano bem-sucedido:

– Investigue o que está acontecendo na escola. Como Roth diz, “se for uma questão de bullying, você precisa descobrir o que realmente está acontecendo.” Se a queixa do seu filho for válida, é mais fácil trabalhar em torno da questão, tanto dentro como fora da escola.

– Conte com a ajuda da escola. Você não pode fazer isso sozinho. Veja se alguém da escola pode acompanhar seu filho na entrada. Como Kearney sugere, “para aliviar a carga de trabalho de maquiagem,” é fundamental que a escola desempenhe o papel de auxiliar na integração de seu filho à sala de aula.

Defina uma expectativa inicial. Roth e Kearney concordam que a ida do filho à escola, mesmo que permaneça por pouco tempo, é melhor do que ficar em casa. Mesmo que a criança fique na escola por apenas uma hora, “é muito mais fácil para levá-la de volta à sala de aula a partir desse ponto”, diz Kearney.

– Torne menos divertido permanecer em casa. Se o seu filho sabe que ele pode sentar-se em casa e jogar videogame enquanto deveria passar o dia na escola, o incentivo para ficar em casa é maior do que o para estar na escola. Crie um contrato, defina alguns limites e faça com que perceba que compensa mais ir à escola.

Acha que chegou ao final? Calma. Identifique o problema, crie um plano e prepare suas “armas”. Depois que seu filho superar o medo da escola, ele, provavelmente irá agradecer.

 

Fonte: Education.com

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