Na trajetória docente encontramos vários alunos pelo caminho, sejam aqueles que obedecem ao rigor institucional ou os que chamamos de alunos “de vida”. Esses últimos são aqueles que não esperamos compartilhar conhecimentos diretamente e sim experiências para auxilia-los no decorrer da jornada.

Há poucos dias, estava conversando com uma aluna sobre o processo de construção dos trabalhos científicos que iríamos ter que realizar durante o presente período. Ela, em poucas palavras, deixou claro:

– É importante trabalhar também as emoções porque fazem parte do processo.

A partir dessa frase, comecei a refletir sobre isso e cheguei à conclusão que ela estava certa. Não tem como separarmos as emoções da nossa vida profissional. É só pensar: quantas vezes já paramos por 10 minutos para ajudar com uma palavra de consolo aquele conhecido, amigo ou colega de trabalho que terminou um casamento, um namoro ou perdeu um ente querido? Muitas vezes, não é mesmo? Isso acontece porque somos mediadores de emoções por instinto.

Augusto Cury, um escritor admirável diga-se de passagem, certa vez ressaltou em um dos seus livros essa sentença:

-Faça uma mesa redonda com suas emoções!

Quando li esse trecho pensei que, enquanto docentes, temos que trabalhar isso em nossos alunos. Como educadores, devemos estimular nossos discentes a parar e pensar no porquê de tantos medos, impedimentos e traumas em relação à vida. Devemos fazê-los pensar no quê esses percalços, já esperados na jornada de qualquer ser humano, influenciam ou vão influenciar na sua vida profissional, para que a partir daí, eles superem seus próprios cárceres.

Acredito que Ser Professor é ser educador de vida, é ser aquele que traz o sopro divino quando o aluno só se vê como um barro sem graça e sem luz. É ressaltar que a vida não acabou, quando o aluno diz através da triste harmonia do luto “Usou de mim o meu mais doce”. É despertar o melhor dele quando suas expressões retratam “a volta pra um calabouço” depois que perdeu seu “Anjo de Candura”, como ressalta a canção “Seus Nós” do meu mestre e compositor Leonardo Seixas.

Mas quais as vantagens em fazer isso? #Confiança #Troca #Vínculo #Aliança #Companheirismo Ainda não compreendeu? Se importar com o aluno, inicia, automaticamente, a construção de um vínculo e, a partir disso, ocorre uma empatia que pode auxiliar no processo de ensino aprendizagem através da figura de um aliado que pode funcionar como um defensor de algumas injustiças do magistério.

Por fim, queridos colegas, ser professor vai além do giz ou do data show. É ser mediador dessa mesa redonda que acontece a todo o momento em nossas vistas. É demonstrar pra ele que na vida existem rios tortuosos dividindo a terra em margens e que precisamos enfrentá-los para chegar ao outro lado. É fazer igual a Julia Roberts em Comer, Rezar, Amar que, diante das dificuldades, convidou seu parceiro da forma mais segura possível dizendo:

Vamos atravessar?    

Ellen Cristina Masalskas relação professor aluno “Professor, eu não estou bem!” rai

Autor da Matéria | Colaborador
Raí Rocha
Raí Rocha é Bacharel e Licenciado em Enfermagem pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Pós-graduação em Gestão e Docência do Ensino Superior e Mestrado em Ciências do Cuidado em Saúde. Possui 10 anos de experiência na área da educação atuando nos níveis médio, técnico e superior. Autor de artigos científicos na área da Educação e Saúde. Premiado como “um dos 10 trabalhos mais relevantes da área da Saúde” no Seminário Vasconcelos Torres da UFF.

Atualmente é Sócio/Diretor Pedagógico do Curso A+ Educação Complementar, empresa prestadora de serviço na área educacional com ênfase no Ensino Superior. Atua como Professor do Centro Universitário Celso Lisboa e Editor Júnior da Revista Científica Enfermagem Atual – Inderme.

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