Trabalhar as emoções desde cedo é fundamental. É o reconhecimento das emoções que irá nos auxiliar a compreendê-las, lidar melhor com as situações e o com aquilo que sentimos, solucionar conflitos com mais facilidade e com menos sofrimento. É o início do processo de inteligência emocional, que favorece também o aprendizado.

Muitas vezes uma criança chora para conseguir o que quer, por exemplo, exatamente porque não sabe compreender e descrever as suas emoções, não sabe expressá-las da forma mais eficaz, então dispõe da reação que conhece e que acredita ser a única possível: chorar. Colocar uma criança de castigo quando ela apresenta comportamentos de raiva ou birra sem ao menos ajudá-la a entender os motivos pelos quais agiu de determinada forma e sem apresentar a ela outras possibilidades de se expressar, certamente não surtirá os efeitos desejados pelos pais, ou seja, a criança irá voltar a fazer as birras.

 

Isso explica também diversos comportamentos, como: uma criança que passa por um processo de luto ou de conflitos em casa e passa a se comportar de maneira agitada e agressiva, ou mesmo fica tímida e introvertida em excesso, por não compreender o que está sentindo e não saber lidar com esses novos sentimentos, muito menos verbaliza-los para assimilar a situação da melhor forma.

 

Reconhecer as emoções é importante também por proporcionar o desenvolvimento da empatia nas crianças, que é, em linhas gerais, a capacidade de compreender e se colocar no lugar do outro. Quando a criança aprende a nomear e a reconhecer as emoções, sabe identifica-las não somente em si, mas também nos outros.
Este é o primeiro passo então para desenvolver as habilidades emocionais e a empatia.

 

Logo, essa criança que aprendeu a reconhecer, verbalizar e lidar com as suas emoções tem maiores chances de passar pela adolescência e chegar à fase adulta com melhor saúde mental, uma vida social mais satisfatória e com seus conflitos melhor elaborados.

Ensinar a criança a reconhecer e falar sobre as emoções é tão importante quanto ensinar a ela o reconhecimento das cores, do alfabeto ou dos numerais.

Colunista: Ane Caroline Janiro

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Psicologia
Ane Caroline Janiro (CRP 06/119556) é Bacharel em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo. Tem experiência na área de Recursos Humanos (Recrutamento e Seleção) com atuação em consultorias e processos seletivos de alto volume.
Atualmente tem foco na área Clínica e realiza atendimentos na abordagem Cognitiva-Comportamental.
É idealizadora do Projeto “Psicologia Acessível”, que tem como objetivo de tornar as práticas em Psicologia mais próximas ao cotidiano de todas as pessoas e evidenciar a sua importância em diferentes áreas do nosso cotidiano. Assim, este projeto busca contribuir para a promoção de saúde e o bem-estar, priorizando ainda práticas inclusivas e a valorização da profissão de Psicólogo.
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