Olá tudo bem?

E a família como vai?

Sem medo de errar, por tudo que tenho estudado e vivenciado em minha atividade profissional, posso afirmar que a família passa por uma das maiores crises de sua história. Para checarmos esta informação basta por alguns instantes tirarmos os olhos de nossos problemas e dar uma espiadinha no que ocorre ao redor. Talvez por conta da velocidade frenética da ciranda social em que foram jogadas nossas vidas, muitos de nós não tenhamos percebido, mas qualquer problema na instituição família, base da sociedade, toda a estrutura balança.

Toda a engrenagem social é atingida, mas talvez o maior impacto desta “falha na fundação” se dê dentro das escolas. Observe que já há algum tempo a maioria das instituições de ensino foram obrigadas a  adaptar o ambiente que deveria cuidar somente da socialização secundária para dar a crianças e adolescentes ao menos  orientações básicas sobre socialização primária.

Devido a ausência do pai, mãe ou outro responsável, por razões muitas vezes  justificadas, além de “ensinar” professores e todo o corpo escolar, tem se ocupado de “educar” seus alunos. Já ouvi discursos convincentes de que professor, não é pai nem mãe e por este motivo não é obrigado a tentar suprir esta lacuna, mas, como ficar alheio à carências deste aluno estando tão frequentemente próximos?

É muito difícil não se envolver. Mesmo sabendo que nunca conseguirá reproduzir o ambiente familiar a escola tem se empenhado, para dar mais do que pede os planos de ensino. Em muitos casos a intervenção é bem sucedida, mas não são raros os conflitos gerados por este extrapolamento de  atribuições.

Em uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que ouviu 100 mil docentes em 34 países, 12,5% dos professores e funcionários de escolas do Brasil contam que são agredidos ou intimidados ao menos  uma vez por semana dentro da escola. A pesquisa foi divulgada no fim de 2014, portanto, os números que colocam o Brasil no topo do ranking da violência em escolas podem hoje ser muito maiores.

No outro lado desta história estão os pais e responsáveis, que cada dia tem menos noção do que fazer para educar bem os seus filhos. A grande queixa que ouço deles é que estão com o tempo totalmente consumido pelo trabalho e por isso não conseguem evitar as influências externas negativas na formação dos filhos e muito menos  transmitir a eles os valores herdados dos pais e avós. Acreditam que escola vai dar o que os filhos necessitam para uma sadia e plena formação.

Mais do que ser criticados, eles precisam de ajuda para que consigam com atitudes pontuais ajustar de forma equilibrada as distorções que forem identificadas na formação dos filhos; Realizar um bom trabalho de prevenção;Intervir quando o problema já estiver instalado; ou buscar ajuda certa, com as pessoas certas quando o problema já não puder ser resolvido em casa.

O terceiro personagem nesta problemática é o aluno, que à sua maneira, está gritando por ajuda nos corredores de casa ou da escola. Pede limites e alguém que aponte uma direção segura para seguir. Sem isso vai ao encontro de   referências e respostas, nada seguras, na internet ou na rua.

Acredito que não reste dúvidas de que o problema existe e precisa ser enfrentado. O primeiro passo é parar de achar culpados e centrar esforços na busca de uma solução. Quando transferidas responsabilidades o máximo que se consegue é afastar forças extraordinárias e essenciais para a formação de homens e mulheres do futuro que serão bons ou maus cidadãos dependendo do que oferecermos a eles hoje. Estou trabalhando em um projeto denominado “Restauradores do futuro”, que tem por objetivo fazer com que a família se apaixone pela escola e ao mesmo tempo  convidar a comunidade escolar para se aproximar, entender e respeitar a família de seus educandos.


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Autor da Matéria | Colaborador
Edely Tápia
Edely Tápia é jornalista e palestrante. É produtor executivo e coordenador do Departamento de jornalismo das rádios Capital FM e CBN Cascavel. Autor dos livros: “Família e Cia Ltda” e “Caixa Preta”.
Mescla seus conhecimentos em jornalismo e marketing com o aprendizado em especializações e ações de auxílio a famílias em situação de conflito e vulnerabilidade para ministrar palestras, cursos e workshops. Trabalha com os temas: Motivação, Vendas, Negociação, Comunicação, Marketing Pessoal, Gestão de Pessoas, Gerenciamento do Tempo e Segurança e Qualidade de Vida no Trabalho. Todas as abordagens tem como pano de fundo a organização e equilíbrio da vida pessoal, familiar e profissional dos participantes. É idealizador e executor do projeto “Restauradores do futuro” que busca diminuir a distância entre a família e a escola.
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