Observo constantemente os noticiários, redes sociais, conversas com pessoas e todo o entorno. Sempre vejo um discurso sobre a moralidade e ética que estamos vivendo, um pouco fraco de argumentos e de vontade efetiva de mudar tudo isso que está aí.

É claro que há absurdos e radicalismos em vários textos e falas. Mas no fundo elas representam o que sentimos e, pior do que isso, o que efetivamente sabemos sobre os temas.

Penso que, no dia a dia, as pessoas se acostumaram com a imoralidade pública e privada, e seguem a vida como se um ET viesse a qualquer momento e mudasse tudo que está aí.

Em nenhum momento vejo propostas que mudem essa nossa condição humana de forma estrutural e efetiva. A maioria são melhorias jurídicas que tornam as leis mais duras para quem quer agir de forma antiética e imoral.

Mas isso não resolve o modelo mental que estamos inseridos. Essa postura não muda os paradigmas vigentes, muito pelo contrário. Se seguirmos nessa direção, não vamos evoluir como seres humanos.

Aristóteles (384-322 a.C.) filósofo grego, dizia: “Somos o que fazemos repetidas vezes. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”.

Sem conhecer ética e moral de forma profunda e estruturada, e sem praticar no dia a dia a teoria até virar um hábito, seremos apenas pessoas questionadoras que, no fundo, não fazem nada de efetivo para se transformar e evoluir. É o que está posto hoje em todos os lugares: críticas vulgares, indignações efêmeras, radicalismos e modismos. Nada de concreto e verdadeiramente responsável.

O Brasil teve um momento histórico singular que mitigou sobremaneira o nosso pensamento ético e moral. De 1964 até 2006, as escolas suprimiram o ensino da filosofia (campo da ética e moral) e da sociologia. O motivo principal desse despropósito foi o medo do pensamento crítico que tais disciplinas poderiam nos dar em relação ao que estava sendo construído na ditadura e nos anos seguintes.

Esse objetivo foi conseguido com maestria, ou seja, ficamos sem conseguir elaborar um pensamento crítico mais estruturado e perdemos a chance de conhecer e praticar a ética e moral como um objetivo final de nossas ações em relação ao outro ser humano.

Nossa chance é assumirmos uma Postura Ética constante em nossas ações. Para mim, essa Postura Ética é: Um exame permanente das consequências das minhas ações e condutas com o outro, em relação a fazer ou deixar de fazer o Bem e o Mal.

Não há atalhos. A Postura Ética surgirá por meio de uma formação estruturada no assunto. Perdemos uma geração toda, mas podemos ajudar as novas gerações a se encontrarem e assumirem tal postura.

Essa é a proposta do Instituto Magna Moralia que estou tentando construir desde 2010. Os objetivos do instituto são:

Primário: Capacitar e desenvolver professores da rede pública e privada do ensino fundamental, médio e universitário, para transmitirem os corretos conceitos de Ética e Moral e suas aplicações no dia a dia, como pano de fundo de todas as demais disciplinas, ou seja, de forma transversal. Acompanhar a aplicação dos conceitos aprendidos junto às crianças e jovens e suas famílias e relatar as transformações ocorridas em prol da ética e moral;

Secundário: Desenvolver Programas e Projetos para empresas nacionais e multinacionais e organizações do terceiro setor, com objetivo de promover os conceitos estruturados e corretos da Ética e Moral, de forma que influenciem os agentes na mudança de posturas para construção de um mundo mais justo;

Possível: Ser protagonista e referência no desenvolvimento da consciência Ética e Moral no Brasil e no mundo.

Com esses objetivos você pode perceber que não estou pensando mais na minha geração. Penso no instituto como um legado para as futuras gerações que terão a chance de assumirem a postura ética e moral necessária para a sociedade e interferiem no futuro do país de forma consciente e efetiva.

Um mundo mais justo, ético, igualitário e próspero. É isso que queremos e é isso que vamos conseguir com sua ajuda. Entre em nosso site e baixe as apresentações para conhecer e ajudar.

www.institutomagnamoralia.org
Obrigado!


Colunista: Francisco Santos

  • Francisco Santos
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Francisco Santos
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Ética, Moral, Legado e Reputação
Francisco Santos: Filósofo-Eticista, Consultor e Palestrante, doutorando em Ética e Filosofia Política, pós-graduado em Filosofia e Ensino de Filosofia, licenciado em Filosofia, graduado em Comunicação Social. Atuou como CEO e Diretor de várias empresas nacionais e multinacionais e hoje é sócio da Aprendendo@Pensar, consultoria com 13 anos de existência, especializada na transformação de empresas em ricas, éticas, inspiradoras e perenes. Professor de Ética do MBA da FUNDACE, Organizador do TEDxRibeirão, Voluntário do Escritório Regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ONU), Voluntário do CVV e Membro do Conselho de Usuários da TIM, representante oficial no Brasil dos Mestrados e Doutorados da Universidade Católica Portuguesa – Braga/Portugal. Fundador do Instituto Magna Moralia que atuará na habilitação de professores do ensino fundamental e médio, para o Desenvolvimento da Consciência Ética e Moral e seu ensino estruturado aos alunos.

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