O cérebro humano possui o arranjo de matéria mais complexo  conhecido no universo. A compreensão de seu funcionamento é um grande desafio para os pesquisadores. Milhares deles estão estudando este órgão na expectativa de que possam, eventualmente, evitar muitas doenças.

O que dá errado durante um AVC ou na demência? Quais são as causas e a genética de doenças no cérebro, perda auditiva relacionada à idade ou doenças motoras? Que tratamentos ou intervenções psicológicas podem ajudar nestes casos?

O olho é a única parte do cérebro que pode ser vista diretamente – isso acontece quando o oftalmologista usa um oftalmoscópio, expondo seu olho à luz deste aparelho, como parte de /um exame oftalmológico. Neste instante, ele vê a camada mais interna do olho (retina) e o nervo leva as mensagens visuais (formadas na retina) para o cérebro (ao longo do nervo óptico).

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Três principais camadas do olho.

Em muitas doenças neurológicas, tais como esclerose múltipla ou AVC, podemos ver as mudanças no nervo óptico que proporcionam um diagnóstico direto. E, se a pressão no cérebro aumenta, talvez devido a um tumor cerebral, é possível ver um inchaço do nervo óptico. Assim, alterações na parte de trás do olho pode ser utilizadas no diagnóstico de pressão arterial elevada, diabetes, glaucoma, degeneração macular relacionada com a idade ou doenças genéticas, tais como distrofias retinais.

Uma retina imatura
Um novo método sofisticado chamado tomografia de coerência óptica (OCT) permite que a retina seja analisada com muito mais detalhe. Podemos ver todas as dez camadas da retina e digitalizá-las em poucos segundos a uma resolução de quase microscópica. Esta técnica melhorou substancialmente o diagnóstico e tratamento de doenças de retina e nervo óptico em pacientes adultos.

Os pesquisadores do Departamento de Oftalmologia da Universidade de Leicester Ulverscroft estão investigando o desenvolvimento normal e anormal da retina e do nervo óptico, na intenção de auxiliar diagnósticos futuros. Eles descobriram que a retina é imatura no nascimento. Por exemplo, os fotorreceptores, os sensores na retina que detectam a luz, são muito pequenos no nascimento, mas lentamente crescem e alongam-se por volta de 30 vezes, até a idade de seis anos.

Os cientistas também podem acompanhar o desenvolvimento e formação da fóvea (esta é a região central da visão mais nítida, feita de pacotes de cones dispostos lado a lado) e isso mostra que o desenvolvimento da retina e do nervo óptico não se encerra antes da idade adulta.

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Ilustração da distribuição de células cone na fóvea: visão normal (Esq.), e a retina anormal (dir.).

O olho é a única parte do corpo onde o tecido nervoso e vasos podem ser vistos diretamente. Isso permite visão direta das mudanças causadas por eventuais doenças. A visão direta do nervo óptico e da retina fazem do olho um objeto extremamente interessante para a investigação, por exemplo, da maturação de doenças nervosas e mudanças em doenças neurológicas.

Fonte: IFL Science

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