Você queria que a Dilma não caísse, mas ela caiu…
Você queria que o Temer não fosse Presidente Interino, mas ele é…

O fato de você querer que as coisas aconteçam, não é suficiente para que elas realmente aconteçam. Há uma distância razoável entre o seu desejo e a realidade em todos os campos da sua vida: político, pessoal, profissional, etc.

Desejar uma coisa e ela não acontecer faz parte da natureza humana. A energia que empregamos nesses desejos está diretamente ligada a frustração que temos quando eles não acontecem. Não saber lidar com essa frustração é sinônimo de imaturidade.

Aí aparece o ódio, o preconceito, o desejo de vingança e outros mazelas que nos faz seres humanos menores. Principalmente quando tomamos a consciência (poucos o fazem) de que trabalhamos pouco para que nossos desejos se tornassem realidade.

Esse é o ponto: Desejo x RealizAções.

O que realmente você fez de concreto para que a Dilma não caísse… ou que o Temer não assumísse…, ou ainda para que seus desejos pessoais, profissionais, etc. se realizassem?

No balanço entre expectativa e capacidade de realização, esse último é sempre menosprezado. No fundo desejamos muito mais do que nossa capacidade de realizar.

Se você tem alta expectativa e alta capacidade de realização, ou mesmo, baixa expectativa e baixa capacidade de realização, você não terá nenhuma frustração. O problema ocorre quando você tem baixa expectativa e alta capacidade de realização ou o contrário, baixa capacidade de realização e alta expectativa. Essa última é a postura de grande parte da população. Daí a frustração com os cenários que se apresentam.

A expectativa sobre algo, sempre nos apresenta como possível de se realizar. Pensamos pouco sobre nossas capacidades reais. Acreditamos que, ao desejar algo, a trilha que temos que percorrer até transformar esse algo em real, é fácil e tranquila. Fazemos isso muito menos por ingenuidade e exercício de imaginação, do que por reais competências que temos e de nosso repertório individual que construímos ao longo de nossas vidas.

Caímos numa armadilha que natureza humana nos proporciona em pensarmos que somos deuses e providos de competências divinas que nos permite realizar desejos com pouco trabalho e competência.

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Se você pensa assim: Bem vindo ao mundo da frustração!

Não há receita para combater essa pulsão natural. Apenas alguns caminhos:

– Ajustar a capacidade de realização às suas expectativas;

– Melhorar sua capacidade de realização de forma constante, melhorando seu repertório;

– Agir de forma mais prática, tendo como norte, suas expectativas e seu repertório.

Voltando à pergunta original: O que você fez de prático e com repertório para que a Dilma não caísse? O que você fez de prático e com repertório para que o Temer não assumisse? Se a resposta foi apenas a criação de expectativas sobre isso, você deve estar bastante frustrado. Se a resposta foi que você agiu de todas as formas possíveis, você tem que avaliar se o trabalho x repertório estão adequados, pois você se frustrou também. Pense nisso e comece a buscar um equilíbrio entre seus desejos e suas capacidades. Aprenda a lidar com frustrações. Você terá muitas durante sua vida até conseguir esse equilíbrio.


Colunista: Francisco Santos

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Francisco Santos
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Ética, Moral, Legado e Reputação
Francisco Santos: Filósofo-Eticista, Consultor e Palestrante, doutorando em Ética e Filosofia Política, pós-graduado em Filosofia e Ensino de Filosofia, licenciado em Filosofia, graduado em Comunicação Social. Atuou como CEO e Diretor de várias empresas nacionais e multinacionais e hoje é sócio da Aprendendo@Pensar, consultoria com 13 anos de existência, especializada na transformação de empresas em ricas, éticas, inspiradoras e perenes. Professor de Ética do MBA da FUNDACE, Organizador do TEDxRibeirão, Voluntário do Escritório Regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ONU), Voluntário do CVV e Membro do Conselho de Usuários da TIM, representante oficial no Brasil dos Mestrados e Doutorados da Universidade Católica Portuguesa – Braga/Portugal. Fundador do Instituto Magna Moralia que atuará na habilitação de professores do ensino fundamental e médio, para o Desenvolvimento da Consciência Ética e Moral e seu ensino estruturado aos alunos.

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