Enumerar as contribuições que um professor vocacionado e dedicado proporciona à vida de um aluno equivale a uma sinopse das diferentes faces da vida. Um bom professor influencia um sem número delas, de diferentes maneiras, dependendo da fase da vida em que seu encontro com o aluno ocorre: no fundamental, ensino médio, universidade…

O encontro é um fenômeno de tamanha potencialidade que, quando intenso e verdadeiro, favorece um vínculo vitalício, independentemente de quantas vezes este mesmo professor e aluno venham a encontrar-se ao longo de um dado período letivo.

Já tive a oportunidade de dizer que meus bons professores me acompanham todos, todos os dias, a cada livro, entrevista, artigo e palestra. Eles são parte integrante de mim, não apenas porque o conteúdo de qualidade que me proporcionaram foi assimilado e aprendido, mas fundamentalmente, porque cada um à sua maneira me impactou ao nível da transformação. Eles me formaram a partir da transformação que causaram em mim, seja por consonância, dissonância cognitiva ou o misto maravilhoso que ocorre nos encontros mais verdadeiros.

Especialmente com alunos mais jovens, mas não limitada a esta faixa etária, uma das mais fantásticas contribuições que um professor pode legar consiste em permitir que o aluno encontre sua própria voz (saiba que ele é único, diferente dos outros, mas não por isso, mais ou menos importante que eles), liberte-se da hipnose familiar e do grupo que “determina” o que ele deve almejar tornar-se.

Bons professores promovem o encontro do aluno consigo, ajudam-no a encontrar sua voz e, especialmente, alforriam sua pisque para que possam sonhar seus próprios sonhos!

Quando me refiro a bons professores estou, na verdade, com a palavra educadores em mente.

O bom professor/educador não é aquele com maestria no domínio de conteúdos, mas aquele que torna os conteúdos significativos, interessantes, cativantes e úteis a seus alunos.

O bom professor/educador não é aquele cujos conhecimentos conceituais sobre didática estão repletos de “láureas da academia”, mas aquele cuja didática resume-se a tornar simples o complexo ao mesmo tempo em que encanta para a magia do saber e do viver com base em um conhecimento mais amplo.

O bom professor/educador abre portas para o infinito e convida seus alunos para a ousadia de percorrê-lo.

Nem todos os professores são educadores assim como nem todos os médicos promovem a saúde. Mas, aqueles de nós que tivemos o privilégio de viver o encontro com um só destes educadores, assumimos a responsabilidade, por gratidão e missão, de abrir tantas portas quanto possíveis em nossa “jornada de aprendizes que ensinam”.

Abra portas, promova o encontro de seus alunos com sua própria voz (independentemente da idade cronológica em que os encontre), liberte-os para sonhar seus próprios sonhos e então, somente então, celebre a alegria de dizer a todos estes mestres que o acompanham desde o início: professores, vocês continuam vivos e produtivos em novas mentes e corações, o mundo terá melhores dias!

A você, meu colega de caminhada, meu carinho, respeito e saudade. Sim, saudade… Tenho saudade não só dos professores que tive, mas dos milhares que gostaria de ter, ao menos por algumas horas. Você está entre eles!


Colunista: Carlos Hilsdorf

  • Carlos Hilsdorf
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Carlos Hilsdorf
Colunista

Escreve sobre Comportamento e Negócios. Alguns temas: Motivação, Liderança, Administração, Marketing, Vendas, Inovação, etc.

É economista, pós graduado em Marketing pela FGV, consultor de empresas e profundo pesquisador do Comportamento Humano.

Autor dos bestsellers “Atitudes Vencedoras”, ” Atitudes Empreendedoras”, “51 Atitudes para Vencer na Vida e na Carreira” e “Revolucione seus Negócios”.

Considerado pelo mercado empresarial um dos 10 melhores palestrantes do Brasil na atualidade.

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