Sem sombra de dúvida, o Natal está entre as datas mais aguardadas pela população geral, especialmente pelas crianças. Até mesmo para aqueles que não são cristãos, a data tem grande relevância, já que alguns de seus costumes têm origem em períodos pré-cristãos. Já o apelo à troca de presentes tem um peso significativo para os varejistas, o que torna a data uma das mais importantes para o comércio.

Embora muitas famílias optem por celebrar a ocasião sem incentivo ao consumo, é muito difícil ficar inerte à situação, em especial com os pequenos. Afinal, quem não gosta de ganhar presentes?

No livro “As Cinco Linguagens do Amor das Crianças”, Gary Chapman e Ross Campbell falam sobre a importância para as crianças de dar e receber presentes. Mas, comprar um presente é sempre um desafio, até mesmo para elas. Para ajudar os pais nesta importante saga, elencamos algumas dicas que podem ser úteis na hora de escolher o presente:

•Criança gosta de brincar
Esqueça roupas, calçados e bolsas. Estes agradam o pai e a mãe. Criança gosta mesmo é de brinquedo.

•Não se deixe levar pelo personagem
As crianças adoram super-heróis e personagens infantis. Mas, tome cuidado, pois no anseio de agradar a criança, o presente pode ficar mais caro do que o planejado. Procure por versões do mesmo brinquedo sem o apelo do personagem. Geralmente são mais baratos e a criança aproveita ainda mais a brincadeira.

•Analise a faixa etária
Procure na embalagem do brinquedo a indicação da faixa etária. Crianças menores que 3 anos não devem ter acesso a peças pequenas ou pontiagudas, pois levam tudo à boca, e também não devem ter acesso a brinquedos eletrônicos. Comprar um jogo cheio de regras pode ser frustrante para uma criança que ainda não está alfabetizada.

Aos pais que buscam alternativas diferentes, os jogos educativos figuram como uma ótima opção, pois têm grande potencial de contribuir com o desenvolvimento infantil. Muitas pessoas contudo, diante da ampla e crescente oferta, têm dúvidas sobre como escolher um brinquedo que seja adequado para uma criança e que até mesmo contribua para a sua educação.

De modo geral, os brinquedos e jogos são benéficos porque promovem a brincadeira, desenvolvem o cognitivo e o emocional, além de propor interação entre os pequenos. Mesmo assim, existem brinquedos cuja concepção é baseada apenas no entretenimento. Estes acabam inibindo a criatividade e a autonomia da criança, e tornam-se até mesmo desinteressantes para ela. Geralmente, são brinquedos que “fazem tudo sozinhos”, deixando a criança na posição de mera espectadora. Um exemplo são os carrinhos a pilha que pulam, dançam e tocam músicas. A brincadeira é feita toda pelo carrinho. À criança, resta apenas olhar e admirar.

Brinquedos educativos superam entretenimento
Em contrapartida, os jogos educativos podem aliar a diversão ao desenvolvimento das crianças, inclusive à melhora do processo de aprendizagem e por isso são uma ótima alternativa de presente para os pequenos.

Para identificar os brinquedos que têm esta função, é preciso ser criterioso e ter paciência para avaliar a grande quantidade de ofertas. Fazer isso junto com a criança pode ser desafiador, mas também muito divertido. Veja algumas sugestões:

Crianças até 3 anos
Brinquedos que exploram os sentidos (visão, audição, tato), brinquedos de encaixe, de montar e de equilíbrio (bloco lógico, quebra-cabeças pequenos, blocos de empilhar), livros confeccionados com materiais alternativos (de pano, coloridos, com texturas e relevos).

Crianças de 3 a 6 anos
Jogos de montar e encaixe com dificuldade maior, jogos da memória, brinquedos que estimulem a linguagem artística, como kits de desenho, pintura e massa de modelar, brinquedos que proporcionem movimento (bola, bicicleta, pipa), brinquedos que estimulem a imaginação (carrinhos, bonecas, fantasias, fantoches) e livros com histórias (contos clássicos, fantasia, mistério, humor, parlendas).

Acima de 6 anos
Jogos de tabuleiro (labirinto, quizzes, mímica, desenho), jogos de RPG (com regras simples), jogos de cartas, jogos de montar mais complexos (cubo mágico, quebra-cabeças 3D), brinquedos que proporcionem movimento (bola, bicicleta, bumerangue, pipa), brinquedos de robótica, vídeo games, jogos que estimulem brincadeiras em grupos, livros com temas variados.

É importante observar que nem todo brinquedo ou jogo deve ser necessariamente educativo ou com um propósito pedagógico. O brincar livre é fundamental para o desenvolvimento infantil, pois é um momento de interação dos pequenos com o mundo e também uma forma de expressarem os seus sentimentos. Mas precisamos considerar ainda que a brincadeira pode contribuir significativamente para a aprendizagem das crianças, sobretudo por propiciar uma experiência de ludicidade. Sendo assim, por que não apostar em um jogo educativo, que além de divertir possa intervir de forma positiva na vivência da criança?


Colunista: Cristiano Sieves

  • Cristiano Sieves
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Cristiano Sieves
Colunista

Especialista em ludopedagogia da Playmove, com mais de sete anos de experiência em projetos educacionais. Acredito que o lúdico é fundamental para tornar a vida escolar mais prazerosa e assim, mais eficaz.
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