“Movimento que tem por objetivo a ampliação dos direitos da mulher na sociedade, e a equiparação dos seus direitos aos dos homens.”
Essa é definição do feminismo em um dicionário de 1997, ou seja, não é de hoje que as mulheres lutam. Na verdade o movimento ganhou força no século XVIII e vem crescendo a cada dia, muitas foram as conquistas mas ainda há muito que construir e desconstruir. Segundo o Artigo 5: “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”; Até que ponto?

  • Salários igualitários: Ainda na Constituição é possível encontrar o seguinte trecho no Artigo 7: “proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil”. Mas muitas contratações não acontecem pelo candidato ser mulher, sem falar na questão étnica. Estudos do IBGE de 2012 indicaram que as mulheres ganham 28% a menos que os homens trabalhando no mesmo cargo e quanto maior o cargo menor a presença feminina. E grande é o assédio no ambiente de trabalho, tanto verbal quanto sexual.
  • Família: A pressão para estabelecer uma família começa, mesmo que no inconsciente, quando a menina ganha sua primeira boneca, uma cozinha ou a casa toda. Desde cedo lhe é ensinado a ser mãe e dona de casa, a ser delicada e comportada e sempre ser ‘bonitinha’. Quando adulta é imposto a toda mulher que ela se case e tenha filhos, se esse roteiro não for seguido ‘ela tem algum problema’. Parece que o único objetivo na vida de uma mulher é conseguir um marido, mas nem todas querem casar e muito menos se relacionar com um homem.
  • Corpo: Muitas vezes o movimento é interpretado apenas como ‘vontade de mostrar o corpo’ por momentos como ‘A queima dos sutiãs’ e a ‘Marcha das Vadias’ mas a libertação do corpo é apenas um pedaço. A mídia é uma grande colaboradora do que pode ser chamado de ‘’Ditadura da Beleza’ e ‘ Objetificação da mulher’ ou seja, a imagem de mulher perfeita é uma branca bronzeada, magra, mas não muito, com cabelos lisos, depilação em dia, tudo em cima e, se possível, sempre segurando uma cervejinha. A mulher ideal tem que ser ideal para ela mesmo e não para satisfazer desejos masculinos. As mulheres são donas do seu corpo, donas de si, nenhum homem tem o direito de impor e opinar sobre o jeito que ela cuida de se mesma.
  • Ódio: Esse ano foi aprovado no Brasil, como crime hediondo, o Feminicídio. Muitas mulheres, no mundo todo, são espancadas, estupradas, mutiladas e assassinadas por seus companheiros, conhecidos ou até desconhecidos, pelo simples deles se acharem superiores. Tal aprovação gerou a discussão de que homens e mulher são iguais, então não haveria necessidade de uma lei para proteger apenas as mulheres. Com uma simples analise da sociedade é possível ver o quanto ela é machista e oprime a mulher, então sim, é preciso uma maior proteção no caso de crime contra a mulher.

Muito se fala que as mulheres querem se tornar homens. Se ser homem é ser livre, então sim, queremos ser iguais. Homens nascem livres da opressão patriarcal, pois eles a exercem, é preciso desconstruir o pensamento de que eles são superiores e começar a aceitar que todos somos iguais. Feminismo não é oposto de machismo e não luta apenas pelas mulheres.
Juntas somos maiores, juntas somos melhores. Empodere todas as mulheres.

Ellen Cristina Masalskas Igualdade ou liberdade? Igualdade ou liberdade? manu
Autora da Matéria | Colaboradora
Manu Regis
Formação: Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior Área de Atuação: Estudante.
Estudante de jornalismo, apaixonada por causas sociais, livros, cinema, fotografia e feminismo.
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