A equipe da Rede Azul começa a transmissão… O Maracanã está lotado e é grande a expectativa, um jogo amistoso, mas com cara de decisão, não é pra menos, pois no gramado já estão perfilados, a Seleção Brasileira de Monstros apresentando destaques como Negrinho do Pastoreio, Cabra – Cabriola… e até o Lobisomem, que se naturalizou brasileiro para defender o escrete canarinho. Do outro lado, um Combinado de seres fantásticos do Resto do mundo, trazendo nomes da envergadura de Frankenstein, Abominável Homem das Neves, entre outros craques de peso.

“Os caras devem vir com tudo. O time deles é forte fisicamente… vamos ter que trabalhar muito nossa habilidade tupiniquim para cansar os adversários.” – prevê o comentarista Manteiga Brasil.

Para arbitrar o prélio, o ET de Varginha, sem dúvida, uma escolha acertada, pois não gosta de aparecer e com isso não fica truncando o jogo, o que sem dúvida, favorece o bom futebol dos craques, como por exemplo, o Boitatá, arrancando elogios do narrador Carlão: Esse Boitatá é mesmo uma cobra no meio de campo!”

”A regra é clara; os craques sobrenaturais” podem usar suas habilidades especiais à vontade que o juiz não dá nada.” Tanto isso é verdade, que com apenas alguns minutos de jogo,  o Saci, aprontando das suas, abre o placar para o escrete brasileiro, carregando a bola como um redemoinho até as redes do adversário. Quase ao final do primeiro tempo, o Vampiro empata para Combinado estrangeiro, literalmente voando por cima do goleiro.

O jogo foi mesmo eletrizante, os leitores – torcedores, certamente vão se deliciar com a sucessão de jogadas e chistes deste clássico, como quando o jogo correndo solto e o Lobisomem parou no gramado pra uivar para a lua, ou ainda com as pérolas do comentarista Manteiga Brasil : “ Já faz algum tempo que o futebol do Curupira só anda para trás.” ou “ O Ciclope está sem visão de jogo.”

O resultado?! Não digo, mas deixo uma pista na resposta do treinador brasileiro, José Lobato, quando entrevistado ao final do jogo: “Nossas criaturas fantásticas dão um show de bola… Temos que dar mais valor a essa turma.”


Matéria por: André Luís Ferreira de Oliveira

  • André Luís Ferreira de Oliveira
    André Luís Ferreira de Oliveira
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André Luís Ferreira de Oliveira
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Psicopedagogia e Escritor (Literatura Infantil)
André nasceu em Ribeirão Preto, em 1964. Pedagogo, com especialização em psicopedagogia clínica e institucional. Iniciou em 1983, no Colégio Pequeno Príncipe( Ribeirão Preto – SP) como recreacionista. Fundou a Escola Calidoscópio, atuando durante 10 anos como diretor da Educação Infantil. Em Campinas, foi instrutor pedagógico na Fundação Síndrome de Down. Na UNIFRAN( Universidade de Franca) exerceu durante 4 anos a função de docente nos cursos de Pedagogia e Fonoaudiologia. Em 2000, retornou ao Colégio Pequeno Príncipe, onde atua como diretor, psicopedagogo, desenvolvendo projetos de jogos corporais e atividades ligadas à leitura e escrita. Ministra cursos e oficinas para professores, além de oferecer atendimento psicopedagógico clínico para crianças. É autor de A CIDADE DOS CACHORROS, BICHOS DIVERSOS, POEMINHAS RADICAIS, entre outros livros, para o público Infanto-juvenil. Criou o JOGO DA ACESSIBILIDADE – Ministério da Educação – Ministério das cidades – ABEA – MEC. André é colunista na revista “Leque” de Ribeirão Preto.

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