Não há como falar sobre recuperação escolar e não citar a participação da família neste contexto. Sempre me posiciono quanto a importância da família no processo ensino-aprendizagem e sua parceria com a escola. Neste momento delicado, em que alguns alunos ficam de recuperação, a atuação da família é ainda mais importante. Seu apoio e participação junto ao filho são fundamentais para que este supere este momento de forma positiva tanto no aspecto emocional quanto cognitivo.

A recuperação deve ser encarada como um “alerta” tanto para o aluno quanto para o professor. Se o índice de recuperação foi baixo é sinal de que o professor conseguiu “atingir” a maioria dos alunos, e os que apresentaram dificuldades servirão de “presta atenção” para identificar quais os motivos que resultaram nesta não aprendizagem.

A recuperação não é uma punição para aqueles alunos que não atingiram a média durante o semestre e sim mais uma oportunidade para preencher a lacuna que foi deixada para trás no decorrer do processo.

Mas o conceito de punição é uma realidade que o aluno enfrenta tanto perante a família quanto perante a escola. Há sempre quem diga: “Não estudou quando devia agora vai estudar na recuperação”.

Para o aluno que teve dificuldade para aprender, seja porque se perdeu durante o processo ou por outro motivo não identificado, por mais que se esforce, muitas vezes, não consegue superar. Nesse caso a recuperação poderá ajudá-lo a sanar essa dúvida e prosseguir no semestre seguinte junto com a turma.

Porém, se o ficar de recuperação vem acompanhado de recriminação e castigo promoverá um momento delicado que pode resultar na falta de estímulo e consequente bloqueio da aprendizagem.

O ideal seria detectar a lacuna tão logo o não entendimento tenha acontecido, seja pelo aluno ao realizar a tarefa de casa, seja pela família ao acompanhar de perto, ou seja, pelo professor ao revisar a matéria nova. Mas se isso não aconteceu, a recuperação é a outra alternativa.

Porém, a recuperação no final do semestre não é garantia de que “aquela” dúvida será sanada. No meu entender a recuperação nesse período prioriza muito mais a nota do que a aprendizagem.

A Educação hoje não envolve mais somente o conteúdo, pois este, o aluno tem à sua disposição a partir de um “enter”, mas sim a conexão entre esse conteúdo e o entendimento em conjunto com a sua aplicabilidade. Essa tríade é que propicia a aprendizagem.

Vamos então aproveitar o período de Férias para refletirmos sobre esses aspectos para iniciarmos o segundo semestre com um olhar muito mais atento.

Quem sairá ganhando com isso?

  • O professor que ficará ainda mais atento a possíveis lacunas;
  • O aluno que passará a se comportar de forma mais eficaz evoluindo cognitivamente e,
  • A Educação que obterá índices positivos crescentes do desempenho do aluno.

Matéria por: Cybele Meyer

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Cybele Meyer
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Palestrante Educacional
Cybele Meyer está na área da Educação há mais de 30 anos. Atuou como professora, coordenadora e diretora na Educação Básica e Ensino Médio.
Ministrou aulas para turmas da Pedagogia e Gestão do Trabalho Pedagógico.

Formadora de professores por mais de 5 anos pela Microsoft Educação e Instituto Paramitas.

Integrou o Programa UCA do Governo Federal e Ministério da Educação em parceria com a USP nos estados do AP, MS e SP.

Hoje ministra Palestras pelo Brasil com os temas:

* Valor de ser professor – 3 Passos para se sentir valorizado na sua profissão;

* Encantador de alunos – 5 Maneiras de agir diferente e fazer a diferença;

* Um por todos e todos por um – 5 Dicas para fortalecer a parceria Família+Escola+Aluno

* Inteligências na Prática Educativa – Mude o foco e acerte o alvo.
Autora de três livros: 2 destinados ao público infantil “Menina Flor e Pedolândia” e o outro aos profissionais da educação bem como pais e cuidadores intitulado Inteligências na Prática Educadora Autora de 2 e-books sendo que o primeiro tem perto de 350 mil downloads: O Diário de Juliana
Fez Direito como primeira graduação e após 10 anos, encantou-se pela Educação trocando o Fórum pela sala de aula. Graduada também em Artes Plásticas, e Pedagogia.

Pós-Graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Docência do Ensino Superior. Especialista em Docência e Tutoria em Ead e Gestão do Trabalho Pedagógico.

Editora do blog Educa Já! há 8 anos e conta com mais de 80 milhões de visitas.

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