Ah! O amor. Como ele é bom, como nos revigora e como nos faz ver além da caixinha. Como ele nos muda, nos faz replanejar a vida e como dói perdê-lo.

Só um momento…

Antes de continuar a escrever sobre, gostaria de te situar, caro leitor.

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Segunda-feira, 12 de setembro, estou no escritório com Love the way you lie da Rihanna ao fundo. Imagine esse momento.

Talvez seja a crônica mais difícil que eu esteja escrevendo, até porque existe um contexto vivido entre as palavras.

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Voltemos…

Eu falava de dor ao perder um amor. Pois então…

Sabemos que configura um momento difícil principalmente para quem não queria perder. Existem tantos fatores que influenciam uma relação não acontecer: o contexto temporal da relação não ajudar, amadurecimento de ambas as partes, adoecimento psicológico, intercâmbios, mudanças geográficas, enfim…existem muitos poréns complicadores.

A relação chegou ao fim. É como se fosse fim de uma guerra. Saem feridos, saem os mortos, os esperançosos, os que vão tentar reverter o resultado, os que vão querer provar que reverteram o resultado e o protagonista, o tal do amor que nunca vai cessar.

– Mas, ô Raí, eu não sinto mais nada pelo (a) minha/meu ex!

Amo esse seu jeito de mentir, como explicita Rihanna nos nossos ouvidos.

Naturalmente, a gente segue em frente, temos outros momentos, outras pessoas, mas você que viveu um amor intenso tem sempre alguém na caixinha do “Deus me faça esquecer por total”.  Pois é amigo, não vai esquecer total. Ressalto que esse/essa ex não precisa ser o último na ordem cronológica, mas sim aquele que foi mais intenso.

Foi lá atrás, né?

Quem viveu com intensidade uma relação pode não ter o sentimento agudo, mas tem o latente. Aquele que, ao citar a pessoa, ou lembrar-se de alguma situação, ou a pessoa aparecer, te faz remexer em algo que estava quieto. Mas isso é ruim? Não. Vou explicar com exemplos da vida, como faz Martha Medeiros.

Há quase 4 anos, tive uma das relações mais intensas que já vivi. Na mesma proporção de intensidade que começou, ela foi vivida e ela terminou. O fim foi tão ruim que ambas as partes saíram feridas.

A vida seguiu. Não foi possível manter contato.  Até que muito tempo depois, o Universo (digo, Deus), resolveu brincar de “vamos promover um encontro ao acaso”. Pois sim, nos reencontramos.

Desde então, tudo conspirava para termos a “conversa dos pingos nos is”. Até que tomei a iniciativa e fui à guerra mais uma vez.  Agora, a parte adversária era outra pessoa (4 anos mudam e como mudam).

Após resumir todo esse tempo em horas de conversa, eu notei que, embora tivesse mudado pensamentos, expressões, físico, contexto social e afins, depois de todo esse tempo, uma ligação ainda existia.

(É nesse momento que a gente quer entender Deus, mas tudo bem).

Essa ligação significa que Amar não é estar junto obrigatoriamente e que esse sentimento fala de algo que envolve a alma e não somente a carne. O problema é que tentamos racionalizar tudo.

Queridos,

Engana-se quem acha que demonstrar pro outro ou falar que não gosta prova alguma coisa. Amiguinho, até sair algo de você pela expressão ou pela fala, existem muitos processos envolvidos. É uma “digestão emocional” que, muitas das vezes, o que sai são restos camuflados, porque a essência foi absorvida para dentro de você (e está aí, pode procurar).

Reflita e se permita admitir que uma simples preocupação representa rastros do sentimento, que todo mundo tem medo de dizer que sente por alguém que foi.

Entenda e não esqueça: O amor vai sempre estar à mesa e, por isso, se ainda existe algo ruim pendente, tenha coragem e resolva… ou melhor, resignifique.

O perdão é o ato final do amor.

– Mas,ô Raí, eu não sei como perdoar!

Te ensino na próxima crônica. rs

Colunista: Raí Rocha

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Raí Rocha
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Raí Rocha é Bacharel e Licenciado em Enfermagem pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Pós-graduado em Gestão e Docência do Ensino Superior (UNESA) e em Estratégia de Saúde da Família (UFF). Mestre na área de Neonatologia e Doutorando na área de Educação(UFF). Possui 12 anos de experiência na área da educação atuando nos níveis médio, técnico e superior. Autor de artigos científicos na área da Educação e Saúde. Premiado como “um dos 10 trabalhos mais relevantes da área da Saúde” no Seminário Vasconcelos Torres da UFF.

Atualmente é Sócio/Diretor Pedagógico do Curso A+ Educação Complementar, empresa prestadora de serviço na área educacional com ênfase no Ensino Superior. Atua como Professor da área de Saúde da Criança e do Adolescente no Centro Universitário Anhanguera de Niterói e da Pós-Graduação em Saúde da Família do Centro Universitário Celso Lisboa.

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