Dia normal. Estava eu pensando sobre minha mesa que ainda não tinha chegado. Parei na porta da cozinha com minha caneca de Sex and the City (de costume) e comecei a pensar sobre paixão.

Naquele momento eu só conseguia pensar sobre a paixão que eu estava sentindo sobre minha sala. Sim Rs. Pensava o quanto eu queria aquilo tudo, o quanto sair de casa aos 27 anos foi difícil por muitas situações e o quanto esperar a minha mesa se assemelhava a esperar uma paixão. Mas a gente espera mesmo uma paixão? Será mesmo que somos sistemáticos a esse ponto? Sim, eu sou. rs

Já havia comentado com os amigos que estava vendo materiais sobre isso para escrever sobre fisiologia da paixão (Olha que pessoa sistemática que quer conseguir adequar algo abstrato a algo sistemático como um sistema do corpo humano). Sim esse sou eu.

Tudo seguia seu caminho certo , sistematizado por mim, que ainda esperava chegar a mesa fora do prazo. Até que… senti a névoa, a fumaça rosa, ela mesma tinha chegado. Aquela sensação de que você está vendo unicórnios, que Martha Medeiros faz todo sentido, que você quer ver filmes românticos e suspirar com Julia Roberts, escutar “Medo bobo”de Maiara e Maraísa e ficar com um emoji de corações nos olhos, ficar viajando nos pensamentos e voltar a Terra quando alguém estala os dedos. É… a paixão parecia a névoa de Jogos Vorazes que pairou sob minha pessoa.

Agora, imagina para uma pessoa sistemática sentir isso.

Estamos sempre querendo controlar tudo à nossa volta, mas esquecemos que o campo sentimental ainda é algo que, metodologicamente, ninguém consegue definir como e o quê fazer para sair ileso desse jogo. É sempre uma icógnita sobre as cenas dos próximos capítulos. É como uma série da Netflix que você não tem certeza de quem vai ficar com quem ou que tipo de desdobramento vai acontecer. É algo tão inesperado quanto os personagens que vão morrer em Grey’s Anatomy.

A pergunta que fica é: Na vida vale a pena desistir do inesperado por medo de não saber como lidar, medo de se iludir, de se machucar? Sim. Vale a pena, pois existem coisas que nem o mais sistemático dos seres humanos vai conseguir viver, sem o “sazon” da vida chamado Surpresa.

Enquanto essa fumaça fica estacionada por aqui… eu só consigo tirar a lição dessa experiência: Não adianta se fechar, não adianta fugir, não adianta querer se encher de trabalho, não adianta querer sair e pegar 15 pessoas numa noite, não adianta querer se matar de malhar, não adianta querer negar o tempo todo que não quer…..Não adianta. A paixão chega, sem prévio aviso e mostra para quê ela veio: Te tirar do eixo, te mostrar novas perspectivas e, se você tiver um mix de sorte e competência em saber conduzi-la, te trazer um amor.

Enquanto eu reviro os olhos tentando aceitar essa nova perspectiva, espero os novos capítulos dessa nova série da Netflix da minha vida… tão apaixonado e ansioso quanto pela chegada da minha mesa.

 


Colunista: Raí Rocha

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Raí Rocha
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Raí Rocha é Bacharel e Licenciado em Enfermagem pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Pós-graduado em Gestão e Docência do Ensino Superior (UNESA) e em Estratégia de Saúde da Família (UFF). Mestre na área de Neonatologia e Doutorando na área de Educação(UFF). Possui 12 anos de experiência na área da educação atuando nos níveis médio, técnico e superior. Autor de artigos científicos na área da Educação e Saúde. Premiado como “um dos 10 trabalhos mais relevantes da área da Saúde” no Seminário Vasconcelos Torres da UFF.

Atualmente é Sócio/Diretor Pedagógico do Curso A+ Educação Complementar, empresa prestadora de serviço na área educacional com ênfase no Ensino Superior. Atua como Professor da área de Saúde da Criança e do Adolescente no Centro Universitário Anhanguera de Niterói e da Pós-Graduação em Saúde da Família do Centro Universitário Celso Lisboa.

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