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Você já se perguntou o que forma a educação de seu filho/aluno?

O que os leva a certas atitudes no cotidiano da sala de aula/casa?

Por que tanta agressividade, intimidação e desrespeito?

A escola por mais que se empenhe não é o único agente formador dos jovens, principalmente com o grande aumento no acesso as informações e as redes sociais. A educação informal que representava muito pouco no passado, pela restrição ao círculo familiar e cidade, passou a ter a dimensão do mundo. Nossa educação é feita no útero de nossa sociedade hoje globalizada.

As crianças e os jovens recebem uma carga muito diversificada de exemplos, valores, atitudes e informações que geram conflitos em suas cabeças e pela pequena maturidade dificulta criar a sua visão de mundo e sua posição quanto o seu papel na sociedade atual.

Os desafios não são mais os apresentados pela escola, a amplitude da visão de mundo é muito maior do que a educação formal pode fornecer, com isso a diversidade de objetos de estudos se multiplica e dificulta o foco em apenas o escopo único e predeterminado.

Outro ponto relevante é a dificuldade de dar significado ao aprendizado, o que desestimula e inquieta os estudantes, refletindo diretamente no seu comportamento.

Se não bastasse as questões oriundas de um modelo de escola de mais de 200 anos, currículos totalmente inadequados, professores despreparados e total distanciamento da realidade dos alunos, a escola apenas reproduz o contexto social e mostra ao jovem o como não se comportar em sociedade.

Nas casas, nas ruas, nas redes e em todos os ambientes do Brasil e do Mundo, o que se vê são profissionais com profunda intolerância, egoísmo, desrespeito e preconceito e que se arrogam no direito de xingar, agredir, julgar, intimidar e humilhar por qualquer motivo, inclusive muitas vezes sem ele, ou até mesmo imperceptivelmente. Consideram irrelevantes as palavras, as atitudes e os locais, assim, a partir dos exemplos os alunos se sentem no direito de fazer o mesmo com seus colegas e professores.

Nosso exemplo, mostra aos jovens que existe uma única verdade, a nossa, e em nome dela tudo é valido, e como isso ocorre diariamente em todo o Mundo, o aluno assume uma postura de enfrentamento, sem a menor noção de respeito e direitos. Nesse contexto tudo que faz é justo, pois suas ideias, valores e atitudes são os corretos e o outro é simplesmente o outro, um idiota, inculto e despreparado.

O Bullying nada mais é a imagem do nosso relacionamento no dia a dia, caso queiramos que o ambiente escolar seja civilizado precisamos que nosso posicionamento no cotidiano o seja também, e que nossa meta maior seja estabelecer uma convivência baseada em Respeito e Generosidade.

As escolas tem trabalhado muito no sentido de transformar o ambiente hostil dentro das salas de aula, através de atividades, palestras e eventos, porém se a educação se faz dentro e fora dos muros escolares é fundamental o diálogo dos dois mundos, para que assim seja dado um significado aos conhecimentos construídos, caso contrário os professores “enxugarão gelo” em todos os dias de suas atividades.


colunista: José Tadeu Bichir Terra

  • José Tadeu Bichir Terra
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José Tadeu Bichir Terra
Colunista

Tadeu Terra vem atuando nos últimos 40 anos como professor de física no ensino médio e universitário, coordenador pedagógico de educação básica, diretor pedagógico e administrativo de unidade escolar, autor de material didático impresso e digital, articulista, palestrante, diretor de mídias e tecnologia digital e consultoria em empresas de vanguarda como o Sistema de Ensino COC, Editora Pearson Brasil e Samsung.
Respondendo nesse período por projetos inovadores, com a preocupação de organizar e aplicar a formação dos educadores em geral aos novos desafios, realizando consultoria para implantação de novas tecnologias e materiais didáticos.
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