Educação e comunicação não só podem como devem caminhar juntas. Temos escolas e pais que retratam a mídia como um vilão manipulador nos lares e locais de aprendizado. Mas por que não entender o funcionamento desses veículos e absorver o que eles podem oferecer de melhor?

Incluir a comunicação na didática oferecida dentro e fora de sala de aula pode render resultados positivos. Trabalhar com ferramentas como jornal impresso, rádio, fotografia e vídeo pode ser fantástico para crianças e jovens que hoje dominam recursos tecnológicos que não existiam há 10 ou 20 anos. A tecnologia facilitou esse trabalho.

Há todo um campo científico que estuda o assunto, a “educomunicação”, que ainda é nova no Brasil, mas profundamente estudada pelo NCE (Núcleo de Comunicação e Educação) da ECA/USP (Escola de Comunicação e Artes), que disponibiliza vasto material científico sobre o assunto.

Também temos trabalhos como os desenvolvidos pelo Instituto Gens de Educação e Cultura. Um exemplo é o programa de rádio “Cala-boca já Morreu – porque criança também tem o que dizer!” (http://www.cala-bocajamorreu.org/), com crianças de 7 a 12 anos. Os pequenos se envolvem completamente com a produção do programa, inclusive na parte técnica.

Pelo olhar da comunicação, é interessante observar a inversão da linha “tradicional” do método comunicativo: emissor-mensagem-receptor.  O aluno, a criança ou o adolescente passa a ser o protagonista desse processo, onde ele, que até então era o receptor, passa a emitir mensagens que serão de interesse da comunidade escolar, do bairro, da cidade etc.

Por experiência própria, acho importante dizer, durante o ensino médio aprendi na disciplina SIC (Sistemas de Informação e Comunicação) algo parecido com isso ao desenvolvermos um jornal impresso que tinha até um “ombudsman”, que é a pessoa responsável por apontar os erros cometidos nas reportagens ou na apuração das informações. Em uma das edições analisei a matéria de capa da publicação anterior. A crítica era livre, sem intervenção do professor responsável. Essa era a ideia.

Nesse momento talvez tenha se firmado meu gosto pela área de comunicação e mais especificamente o jornalismo. É a oportunidade de aguçar o olhar do aluno para as questões sociais que o permeiam, tornando-o um indivíduo crítico a respeito do que acontece no cotidiano dele.

A ECA/USP oferece cursos de licenciatura e de especialização em educomunicação. É uma área importantíssima e que vem ganhando merecido espaço nas escolas e no terceiro setor.

Essa é minha contribuição hoje, uma ponta de iceberg para que você, interessado, possa se aprofundar no assunto e talvez até descobrir novas possibilidades profissionais ou pessoais.

Um grande abraço!


Matéria por:

  • Fanny Victória
    Fanny Victória
    Assessora de Imprensa/Colunista
Fanny Victória
Assessora de Imprensa/Colunista

Jornalista e fotógrafa, por enquanto. Graduada em comunicação social, com habilitação em jornalismo, já trabalhou em diferentes redações – site, impresso e TV. Há dois anos atua na redação de um telejornal regional. Também desenvolve trabalhos de produção de conteúdo, assessoria de imprensa e fotografia.

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