Não é fácil para os pais verem seus filhos frustrados, insatisfeitos ou tristes, ainda mais quando o tempo de convivência em família é limitado. Os pais querem aproveitar o tempo junto com as crianças e, muitas vezes, acabam cedendo às vontades dos pequenos de forma constante. E não apenas isso, é comum também que a família tente ao máximo evitar a tristeza e o sofrimento da criança, compensando os momentos ruins de diversas formas, seja oferecendo brinquedos, doces, guloseimas, ou até mesmo evitando falar sobre o assunto numa tentativa de poupar a criança de vivenciar uma experiência ruim.

Apesar de trazer certo conforto para os pais, essas medidas não são saudáveis para o desenvolvimento da criança. É fundamental que, ainda na infância, a frustração seja trabalhada para que seja um alicerce para as experiências da adolescência e da vida adulta.

É muito provável que um adulto que foi poupado do sofrimento ou que recebeu poucos “nãos” durante a infância, tenha dificuldades para lidar com perdas e com os “nãos” das etapas seguintes da vida. Como resultado: muito sofrimento na vida pessoal e social – já que esta pessoa está acostumada a ter suas vontades atendidas e nem todo mundo estará disposto a fazer isso por ela.

Além disso, há pouquíssima habilidade em lidar com os desafios e dificuldades da vida adulta, já que foi sempre poupada do sofrimento enquanto criança.

É muito importante que, além de compreender que os doces não estão sempre à disposição, por exemplo, a criança aprenda a não criar “sistemas de recompensa” para os momentos ruins (se estou triste, posso ter um brinquedo novo para ficar mais alegre / se estou frustrado, posso comer alguns brigadeiros para me sentir melhor) e que aprenda a lidar de verdade com essas dificuldades, entendendo e resolvendo o problema. Muitos adultos utilizam estes “sistemas de recompensa” descontando suas frustrações na comida, nas compras e outros. É essencial que isso seja trabalhado e não transmitido para as novas gerações, evitando muitos problemas e muito sofrimento.

Ellen Cristina Masalskas as crianças precisam aprender a lidar com a frustração. por: ane caroline janiro As crianças precisam aprender a lidar com a frustração. Por: Ane Caroline Janiro ane
Autora da Matéria | Colaboradora
Ane Caroline Janiro
Psicologia
Ane Caroline Janiro (CRP 06/119556) é Bacharel em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo. Tem experiência na área de Recursos Humanos (Recrutamento e Seleção) com atuação em consultorias e processos seletivos de alto volume.
Atualmente tem foco na área Clínica e realiza atendimentos na abordagem Cognitiva-Comportamental.
É idealizadora do Projeto “Psicologia Acessível”, que tem como objetivo de tornar as práticas em Psicologia mais próximas ao cotidiano de todas as pessoas e evidenciar a sua importância em diferentes áreas do nosso cotidiano. Assim, este projeto busca contribuir para a promoção de saúde e o bem-estar, priorizando ainda práticas inclusivas e a valorização da profissão de Psicólogo.

Site pessoal
as crianças precisam aprender a lidar com a frustração. por: ane caroline janiro As crianças precisam aprender a lidar com a frustração. Por: Ane Caroline Janiro email
as crianças precisam aprender a lidar com a frustração. por: ane caroline janiro As crianças precisam aprender a lidar com a frustração. Por: Ane Caroline Janiro face
as crianças precisam aprender a lidar com a frustração. por: ane caroline janiro As crianças precisam aprender a lidar com a frustração. Por: Ane Caroline Janiro twitter
as crianças precisam aprender a lidar com a frustração. por: ane caroline janiro As crianças precisam aprender a lidar com a frustração. Por: Ane Caroline Janiro instagram

SEJA UM COLUNISTA
SEJA UM COLABORADOR
CONHEÇA NOSSO TIME


DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here