Enquanto estava acordando, por esses dias, uma mensagem no celular me chamou atenção mais do que o normal. Uma amiga me mandou a imagem de uma das cenas de “Comer, Rezar, Amar” do diretor Ryan Murphy, seguido de:

– Tem como não me lembrar de você?

Sorri e iniciamos uma conversa sobre o porquê do filme ter uma representação significativa para mim. A partir daí, comecei a pensar sobre como a mídia tem a capacidade de nos educar para a vida, se deixarmos que ela nos diga certas verdades. Digo isso porque, quando vi esse filme pela primeira vez, achei normal. Só para contextualizar o que estou dizendo:

Julia Roberts, como sempre magnífica em seus papéis, faz o papel de Liz Gilbert, uma jornalista e escritora, que tinha uma vida tradicional americana: Marido, casa mobiliada, um bom trabalho e a rotina de ir aos domingos às lojas de departamento para comprar coisas para casa. Rotina que muitos casais gostam de ter.

Num determinado momento, Liz resolve não querer mais aquilo e sai em busca do autodescobrimento, ou seja, do que realmente ela deseja para sua vida. A protagonista se programa para passar um tempo na Itália, descobrindo o prazer em comer; na Índia, descobrindo o quanto é necessário termos um pilar de fé e na Indonésia, onde ela descobriu os mistérios das relações interpessoais. Logicamente, o intuito não é contar a história como um todo, mas se pararmos para pensar o quanto esse filme pode ter despertado a vontade de algumas pessoas em se conhecerem, é algo interessante para refletir.

Voltando a mim, ao viver um luto por conta de relacionamento, me vi na mesma situação que Liz e que muitos se encontram: O que fazer agora? A dor que me consome homeopaticamente tem que passar, mas como fazer? Lembrei-me da primeira vez que vi o filme. Não senti nada. Mas naquele momento, eu sabia que ele tinha algo a acrescentar. Resolvi revê-lo, agora com a lente diferente, a lente de quem estava vivendo o luto. Nesse momento, a protagonista deixou claro: Se tiver que comer, coma! Se tiver que chorar, chore! Se tiver que gritar, grite! Se tiver que procurar ajuda espiritual, procure! Mas no final disso, perdoe todos os erros e se permita ser feliz novamente. Demorou, mas foi exatamente o que fiz.

Mas e a educação nisso? Parafraseando uma das partes do filme: A dor é o caminho que leva à transformação. A dor é necessária, a dor te faz ver a vida de outro jeito, te faz mudar de pensamento, te abre novas oportunidades, te faz ter novos amigos, novos companheiros, te faz ir além do que você imaginava fazer, te mostra que a solidão não é um monstro, te faz crescer, te amadurece… A dor faz você descobrir que tem o dom de escrever para os outros com o objetivo de ajudá-los a enfrentá-la.

 

Amigo, se você está se vendo nessa situação, seja por relacionamento ou qualquer outra coisa que não está te fazendo bem…

 

Primeira lição de casa da Escola da Dor: Veja esse filme!

Colunista: Raí Rocha

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Raí Rocha
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Raí Rocha é Bacharel e Licenciado em Enfermagem pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Pós-graduado em Gestão e Docência do Ensino Superior (UNESA) e em Estratégia de Saúde da Família (UFF). Mestre na área de Neonatologia e Doutorando na área de Educação(UFF). Possui 12 anos de experiência na área da educação atuando nos níveis médio, técnico e superior. Autor de artigos científicos na área da Educação e Saúde. Premiado como “um dos 10 trabalhos mais relevantes da área da Saúde” no Seminário Vasconcelos Torres da UFF.

Atualmente é Sócio/Diretor Pedagógico do Curso A+ Educação Complementar, empresa prestadora de serviço na área educacional com ênfase no Ensino Superior. Atua como Professor da área de Saúde da Criança e do Adolescente no Centro Universitário Anhanguera de Niterói e da Pós-Graduação em Saúde da Família do Centro Universitário Celso Lisboa.

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