Gostaria primeiramente de criticar a falta do hábito da leitura entre a população brasileira, as escolas e os pais são os grandes culpados por esta deficiência.

Há muitas escolas de ensino regular que mal exigem a leitura de livros. Resultado: os alunos só estudarão os clássicos, obrigados no vestibular, e provavelmente nunca o lerão novamente. O motivo é meio óbvio, os livros são complexos tanto em vocabulário como em críticas sociais tornando desagradável parar a leitura a cada instante e usar um dicionário ou estudar para compreender o momento histórico do enredo. Esses empecilhos desanimam a leitura que a princípio deveria ser prazerosa. Proponho que em todos os anos do ensino fundamental e médio os professores exijam a leitura de livros, mas com a temática coerente com a idade e gostos dos estudantes, a identificação dos alunos com a narrativa ajudaria na formação deste hábito.

Outra carência é a falta de biblioteca dentro das escolas públicas ou, quando a possuem, o acervo é escasso e limitado. Neste caso, a boa vontade do professor é prejudicada, pois não há possibilidade dele impor a leitura de um livro que o aluno precisará comprar. Se o ensino é público, a própria escola deveria fornecer recursos para suas atividades.

Estas ressalvas citadas eu enfrentei durante minha vida escolar, porque a biblioteca da escola onde estudei quase nunca estava aberta e era pequena. Houve um período de três anos que nenhum professor pediu a leitura de um livro sequer, do “O Mistério do Cinco Estrelas – Marcos Rey” passei para o “O Alienista – Machado de Assis”, essa mudança abrupta só dificultou meu apreço pela leitura. Comecei a gostar de ler somente depois do término do colégio, vide a contradição, a escola desestimula o aluno e não o contrário, a indicação da leitura do “O Código da Vinci – Dan Brown” por um amigo foi um gatilho para devorar os livros comerciais e os clássicos da literatura mundial.

Os pais também são culpados, pois são as referências para os filhos. É unânime que a leitura proporciona o enriquecimento cultural, até mesmo os livros mais simples ajudam na interpretação de textos e no abranger dos verbetes, logo, os responsáveis poderiam comprar ou emprestar livros e ler junto de suas crianças. O exemplo é melhor ensinamento.

Compreendo que nos dias atuais o tempo é escasso, pois alguns pais necessitam de dupla jornada de trabalho para proverem uma qualidade de vida melhor aos filhos, entretanto, essa falta de atenção pode comprometer a formação destes indivíduos na questão do hábito da leitura dentre outras. No mínimo os pais deveriam incentivar as primeiras leituras usando mangás, revistas em quadrinhos ou livros infantis sem ilustrações, “Tom Sawyer – Mark Twain” seria uma ótima escolha neste último.

O gosto pela leitura não é algo que surge de repente, por uma simples vontade insaciável de conhecimento, no entanto, requer tempo, dedicação e esforço que será recompensado por uma infinidade de prazer em mergulhar numa simbiose do mundo real e imaginário.

 

Ellen Cristina Masalskas A carência do hábito da leitura A carência do hábito da leitura leandro
Autor da Matéria | Colaborador
Leandro Akira Nakamura
Educação e Tecnologia
Leandro Akira Nakamura é Tecnólogo em Informática para a Gestão de Negócios pela FATEC e Especialista em Docência no Ensino Superior e em Tecnologias em Educação à Distância pela UNICID. Atualmente trabalha como Analista de TI e Professor, mas também tem experiência como Analista ServiceDesk, Analista Programador e Assistente de Coordenação. Em breve será publicado seu primeiro livro infantil pela editora FiloCzar.
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