A disciplina de matemática sempre foi tida nas escolas como algo difícil. Isso causa, em alguns alunos, certa rejeição ou aversão em relação à disciplina, principalmente por conta da aprendizagem mecânica, consequência de um sistema de ensino focado apenas de transmissão do conhecimento e não de interação e construção prática.  Pensando nisso, os alunos precisam deixar de ser apenas ouvintes passivos das explicações do professor para tornarem-se ativos no seu processo de aprendizagem, vivenciando a construção do seu saber.

Quando se propõe o ensino da matemática na escola, é preciso dar condições às crianças de vivenciarem experiências que as levem a construir seus conceitos, a desenvolverem suas habilidades e competências de maneira que as mesmas compreendam a relação da matemática com suas vivencias cotidianas. Isto dá a oportunidade de construírem seus saberes em diferentes níveis.

Como ferramenta fundamental para que este processo ocorra, temos a participação do educador como a mola propulsora, a ponte que liga a criança as suas descobertas e conhecimentos, pois o educador é o agente motivador da sua sala de aula, aquele é provoca o desejo de aprender estimulando os alunos e inovando sua metodologia de acordo com as necessidades e identidade da turma. O mestre, como orientador do aluno, deve oferecer-lhe oportunidades para formar o hábito de pensar, criando suas próprias estratégias, desenvolvendo o raciocínio, adquirindo mais segurança e permitindo o ato de redescobrir.

 

Dentro deste contexto, desenvolvi um projeto com o Terceiro Ano do Ensino Fundamental I, o qual visou levar o aluno a vivenciar estas experiências através de jogos.  De forma lúdica, pude perceber como ocorreu o estímulo no processo de interação, uma vez que as atividades foram desenvolvidas em grupo. Isso fez também com que os alunos pudessem compartilhar o conhecimento e trocarem ideias e estratégias, tendo o professor como mediador destas atividades. Nesta perspectiva, este projeto visou contribuir para a melhoria das aulas de matemática, proporcionando uma aprendizagem mais significativa, prática e prazerosa.

Para mim, isto é importante pois:

– Incentivou o trabalho coletivo, o respeito ao próximo e a criar e respeitar regras

– Contribuiu diretamente para tornar as aulas de matemática mais prazerosas, dinâmicas e participativas,

– Desenvolveu no educando as habilidades e competências propostas,

– Trabalhou o lúdico no processo de ensino e aprendizagem, despertando no educando a curiosidade, levando-o aos desafios,

– Estimulou o pensamento independente, a criatividade, a capacidade de resolver problemas, a estimar e a calcular, o que desenvolve o raciocínio lógico e seus aspectos cognitivos.

O ensino da matemática precisa desenvolver não apenas a capacidade de calcular, como também habilidades de comunicação, de representar, falar, escutar, criar, expor seus pontos de vista, explicar suas estratégias, confrontar e argumentar. Percebemos que dessa forma as crianças poderão tomar decisões, agindo com propriedade de conhecimento e não apenas como executoras de instruções.  Desta forma, o trabalho com a matemática de forma lúdica contribui para a formação de cidadãos autônomos, capazes de pensar por conta própria, solucionando seus problemas cotidianos.


Colunista: Cristiane Pestana

  • Cristiane Pestana
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Cristiane Pestana
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Pedagoga
Professora na Rede Estadual de Ensino  na E.E.Profª Cordélia Ribeiro Ragozo e no Colégio Lacordaire.
Apaixonada pela profissão de educadora e apaixonada por danças.
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