Estamos vivendo hoje um processo de conscientização muito grande devido à facilidade de acesso à informação, principalmente nas redes sociais. Esse processo de conscientização inclui a questão animal, como fazer as pessoas questionarem o porquê de comprar um animal se existem outros milhares de cães e gatos abandonados nas ruas ou mesmo resgatados por ONGs de proteção animal esperando apenas uma oportunidade de serem adotados. As pessoas já estão começando a enxergar que os vira latas são tão amorosos e brincalhões quanto os animais de raça. O amor é o mesmo!

Ribeirão Preto tem uma quantidade enorme de animais nas ruas. Estima-se que sejam abandonados 12.000 animais por ano só aqui na cidade. Esse número cresce ainda mais devido ao fato de que os animais de rua não são castrados e se reproduzem duas a três vezes por ano, aumentando ainda mais o número de animais nas ruas.

O papel da ONG da qual sou fundadora e presidente, a Focinhos SA, é de resgatar os animais que estão nas ruas em situação crítica, fazer todo o tratamento médico veterinário necessário até que o animal esteja saudável e socializado para que possa ter uma segunda chance com uma nova família.

Temos sob nossos cuidados mais de 100 animais, entre cães e gatos, sendo que destes, aproximadamente 40 já estão completamente saudáveis apenas esperando que uma família os escolha para adotar. O fato de, na maior parte das vezes, serem adultos acaba dificultando um pouco o processo de adoção, pois grande parte das pessoas quer adotar um filhotinho. Esse adulto, resgatado e que fez todo um tratamento de saúde e de socialização, muitas vezes chega a ficar mais de um ano esperando até que alguém queira adotá-lo.

Mas essa dificuldade em fazer com que esses adultos sejam adotados não faz com que o processo seja simplificado de modo a facilitar a adoção. O processo tem que ser muito criterioso, precisamos ter toda a certeza de que o animal será bem cuidado após a adoção. Para isso, existe um processo de adoção, em que selecionamos os adotantes de modo a saber se a pessoa está realmente preparada para uma adoção consciente e responsável, afinal, esse animalzinho terá ao menos 10 anos de vida pela frente e a pessoa tem que estar preparada para assumir este compromisso.

Além do processo de resgate, cuidados e adoção, a ONGs tem um papel importante no processo de conscientização das pessoas. Cuidados com os animais, orientação para denúncias contra maus tratos, a importância da identificação do animal com plaquinhas com número de telefone, a importância de castrar os cães e gatos – tanto os que estão nas ruas quanto os domiciliados, ainda que estes não tenham acesso à rua -, os motivos para não incentivar a comercialização de filhotes, a problemática dos animais de rua na cidade, o abandono de animais, dentre outros assuntos de grande importância nos dias de hoje e que trazemos à tona com uma abordagem simplificada e de fácil compreensão.

A ONG existe devido à falta de políticas públicas voltadas a estes animais, que são abandonados e se reproduzem nas ruas sem controle algum. Nosso trabalho é de “formiguinha”, praticamente enxugamos gelo, pois resgatamos um animal das ruas enquanto existem outros se reproduzindo de forma muito rápida. Mas sempre penso da seguinte forma: Ribeirão tem 650.000 pessoas e cerca de 100.000 animais nas ruas. Se cada família se responsabilizasse por um único animal abandonado, as ONGs não estariam tão sobrecarregadas e, na verdade, nem precisariam mais existir. Precisamos parar de esperar que o outro faça, sempre queremos que a Prefeitura resolva, que as ONGs resolvam, mas esquecemos que temos o poder de fazer a nossa parte! Seja resgatando um animal da rua ou adotando um animal que foi resgatado, você estará fazendo a sua parte e ajudando no processo de resolução do problema. Castrar seu animalzinho também é uma maneira de fazer a sua parte, pois evitará que mais animais venham ao mundo tirando a chance daqueles que realmente precisam de um lar.

Por isso, numa época como a nossa de acesso à informação, temos plenas condições de buscar formas de ajudar organizações, entidades de proteção ou mesmo de sermos pró ativos e resolvermos o problema que chegou até nós, seja pela denúncia de um vizinho ou de uma postagem no facebook. Pergunte-se “o que eu posso fazer para ajudar nesse caso?” e faça a diferença na vida de um animalzinho sem esperar que o façam.


Participe das adoções realizadas através das feiras promovidas pela Focinhos SA mensalmente, ou ainda pela divulgação dos animais disponíveis para serem adotados na página da ONG no Facebook (fb.com/focinhos.sa).


Ellen Cristina Masalskas animais de estimação: por que não adotar? Animais de estimação: Por que não adotar? andreabombonato
Autora da Matéria | Colaboradora
Andrea Bombonato
Engenheira Ambiental formada pela Unesp, atualmente é assessora parlamentar do vereador Marcos Papa, fundadora e presidente da Ong Focinhos SA e criadora e editora da Revista VegRibeirão.
Site Focinhos SA
Revista VegRibeirão
issuu.com/vegribeirao
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