É inegável o avanço tecnológico em nossa sociedade. Há vinte ou trinta anos atrás poderíamos retrucar ideias ou invenções concretas das quais hoje usufruimos frequentemente. Mas esqueceram do balão de São João. Tão lindo, tão saudoso, tão poético… Até aqui ninguém capaz se aventurou a restaurá-lo de modo a virar um objeto “politicamente correto”. Eu tenho certeza que isso é possível. Por exemplo, uma tecnologia que desintegre o objeto de seu fogo na descida ou que haja um fogo, tipo, artificial, sei lá… Eu estou realmente aqui “advogando” em prol do balão, em razão de um argumento legítimo, uma tese que insisto de divulgar: A proibição do balão de São João me soa como algo meramente particular, pois o seu estrago é em grandes áreas de proprietários abastados, onde no máximo, vítimas comuns serão as mínimas. Aqui ou acolá podem ter ocorrido alguns acidentes mais graves ou até mortes, mas o intento verdadeiro da lei de proibição foi o lado empresarial, o prejuízo dessa parte rica da sociedade, em momento algum não se pensou no cidadão comum. Dito isto, eu faço uma comparação do balão com o verdadeiro arsenal desastroso que são as bombas ensurdecedoras que estouram no Brasil afora, acidentando crianças e adultos do meio popular, comum, estes sim, verdadeiras vítimas. Cito também o crime que é a prática do tiro de bacamarte, a chamada ronqueira, por aí a fora. Estrondos que causam danos irreversíveis em recém-nascidos. E os buscapés da vidas? Logo, meus amigos, proibir balão de São João foi através de um argumento pífio e falso. Foi muito mais fácil tramitar essa lei, diante da força empresarial. E os pobres mortais, como ficam, diante de tantos outros fogos de artifícios diretamente mais periculosos?


Colunista: Fernando Doleron Vasconcelos

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Sou um tanto quanto reservado na maioria das ocasiões, mas gosto muito de escrever as minhas opiniões, descrever situações, ocorrências pessoais ou não, já publiquei um livreto em homenagem ao meu pai, etc. Trabalho há 31 anos no serviço público, sou bastante respeitado pelos meus colegas de profissão, pela minha desenvoltura e praticidade acumulada ao longo dos anos.

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