Comumente vemos a insatisfação popular com a educação regular publica básica, média e superior em geral. A insatisfação parte pela falta de estrutura e acesso às escolas e faculdades públicas além da frequente e incontestável falta de interesse dos professores aos cargos públicos e quando não, à falta de capacitação e didática de ensino.

Em 2013, segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação, 50.042.448 alunos foram matriculados na Educação Básica (queda de 502.602 matrículas em relação à 2012), destes, 37.382.096 se matricularam no ensino fundamental e médio.  Em 2007, 1.882.961 professores trabalhavam na educação básica (Professores de educação especial e educação de jovens e adultos). Ainda segundo o MEC, o professor brasileiro tem como características ser do sexo feminino, branco, ter 30 anos, ser formado em pedagogia/ciência da educação e leciona uma turma de 35 alunos. Destes professores, somente 1.160.811 possuem ensino superior com licenciatura, 540.496 lecionam nos anos finais do ensino fundamental.

“O número de matriculas na Educação especial (Alunos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação) subiu 4,5% (de 620.777 para 648.921) entre 2012 e 2013 nas classes comuns, já nas classes especiais e escolas exclusivas, houve uma queda de 5.235 matriculas entre 2012 e 2013, demonstrando uma migração desses alunos para o ensino convencional”

O número de matriculas na Educação especial (Alunos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação) subiu 4,5% (de 620.777 para 648.921) entre 2012 e 2013 nas classes comuns, já nas classes especiais e escolas exclusivas, houve uma queda de 5.235 matriculas entre 2012 e 2013, demonstrando uma migração desses alunos para o ensino convencional.

Segundo a Secretaria de Direitos Humanos, 45.606.048 de brasileiros (23,9% da população) tem algum tipo de deficiência (visual, auditiva, motora e mental ou intelectual). Cerca de 7,3% das crianças de 0 a 14 anos, idade de formação escolar fundamental, apresentam algum tipo de deficiência.

Os dados do censo revelam que 88,2% da população do sudeste com pelo menos uma deficiência é alfabetizada contra 94,6% das pessoas sem deficiência (2010). Ainda segundo a Secretaria de Direitos Humanos, apenas 6,7% das pessoas com pelo menos uma deficiência possuem ensino superior completo contra 10,4% das pessoas sem nenhuma deficiência. Essa diferença é ainda maior comparando a quantidade de portadores de deficiência que possuem ensino médio completo (17.7%) contra as pessoas sem deficiência (29,7%).

Diante desses dados devemos levar em conta quais as adaptações são necessárias para o total acolhimento desses alunos. Ainda é comum encontrar barreiras arquitetônicas como degraus, rampas indevidas, corredores estreitos, que dificultam a locomoção de alunos cadeirantes ou com algum déficit motor nessas instituições. A pedagogia no ensino e o modo de apresentar as informações é também uma das maiores dificuldades na Educação Especial. É de responsabilidade do setor público e privado, desenvolver novas escolas adaptadas e novos profissionais preparados e profissionalmente formados para essa educação.

Na prática clinica de Fisioterapia, comumente vemos pacientes, portadores de necessidades especiais, sem nenhuma ou quase nenhuma educação formal. Em alguns casos a adaptação quanto à arquitetura e acessibilidade das instituições já auxiliaria bem a situação, levando em conta que um paciente/aluno com deficiência motora não tem, necessariamente, uma deficiência cognitiva.  Essa dificuldade em acessar a educação está normalmente relacionada com alguma dificuldade, ou atraso de desenvolvimento motor/intelectual durante as sessões de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia por exemplo. Essa dificuldade no desenvolvimento neuropsicomotor tende a piorar se o déficit de instrução/conhecimento vier também dos pais ou responsáveis.

Um paciente portador de necessidades especiais, com pouca orientação, com dificuldade de comunicação (seja ela da maneira que for) e sem estímulos sociais, tem dificuldades em desenvolver-se diante de uma reabilitação funcional.

Em Ribeirão Preto já existe um programa de capacitação de adultos e jovens com deficiência para inserção no mercado de trabalho, além de 26 escolas municipais de ensino fundamental, 35 escolas de municipais de educação infantil, 23 centros de educação infantil que possuem matriculas de alunos com deficiência.

Um trabalho multiprofissional, multissetorial e completo é necessário para o bom desenvolvimento de todos os alunos, em todos os tipos de ensinos. A participação da família como parte integrante da educação e fundamental para a formação física, educacional e profissional de qualquer criança.

Ellen Cristina Masalskas fisioterapia e portadores de necessidades especiais A adaptação da estrutura física e o portador de necessidades especiais julioo
Autor da Matéria | Colaborador
Dr. Julio Morandini
Fisioterapeuta
CREFITO/3 – 57409 – LTF
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP
Fisioterapeuta, pós graduando em Fisioterapia Neurofuncional com experiência em neurologia adulto e infantil, fisioterapia aquática neurologia e ortopédica.
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